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Renault cai 10% na bolsa após suspeitas de fraude

Empresa e governo dizem que as buscas efetuadas na semana passada pelas autoridades francesas não encontraram provas da existência de software fraudulento nos automóveis a diesel da Renault.
Foto albertizeme/Flickr

As ações do segundo maior construtor automóvel francês estiveram a perder um quinto do seu valor a meio da sessão de quinta-feira na bolsa de Paris. A queda livre do preço das ações sucedeu após ser anunciado pelos sindicatos que várias fábricas foram alvo de buscas na semana passada, uma informação confirmada em seguida pela administração da empresa. No fim da sessão da bolsa, a queda da cotação das ações da Renault ficou pelos 10.23%.

Na sequência do escândalo Volkswagen, o governo francês anunciou que iria realizar testes aleatórios a veículos diesel de várias marcas para observar disparidades nos níveis de emissões poluentes dos carros em estrada, comparativamente aos resultados apresentados em testes.

A ministra da Ecologia Segolène Royal apresentou os resultados na quinta-feira, lamentando que vários fabricantes estrangeiros, à semelhança da Renault, ultrapassem as normas fixadas na lei no que respeita ao dióxido de varbono e ao óxido de azoto.

A ministra reconheceu que as buscas à Renault não encontraram provas de fraude e que a empresa colaborou sempre com os inspetores. Ainda em dezembro, a Renault anunciou um investimento de 50 milhões para reduzir a diferença nos resultados observados em estrada e nos testes em laboratório. Segundo o jornal Le Monde, uma ONG alemã denunciou o caso do modelo Renault Espace a diesel em que a diferença de emissões de dióxido de azoto era 25 vezes superior ao permitido.

Por seu lado, o grupo PSA (Peugeot) anunciou uma cooperação com uma ONG europeia no sentido de aumenta a fiabilidade e transparência nos testes às emissões poluentes. Esta quinta-feira, a empresa foi obrigada a comunicar não ter sido alvo de buscas, após o preço das ações ter caído 7% a meio da sessão da bolsa de Paris.

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