You are here

“Regulação dos mercados é essencial para defender economia e ambiente”

Catarina Martins visitou a freguesia de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, onde reuniu com pescadores e discutiu estratégias para recuperar a produção no país.
Catarina Martins nos Açores

Em visita à maior ilha dos Açores, Catarina Martins afirmou que as decisões dos anteriores governos levaram à perda de soberania e a um ataque aos sectores produtivos do país. Nos Açores em particular, o problema do fim das quotas leiteiras agrava todos os outros problemas sociais.  Perante este cenário, a porta voz bloquista afirmou que “Portugal tem de ter uma estratégia para os sectores produtivos do país. Precisamos, sem dúvida, de apoios sociais de urgência pois há necessidades às quais precisamos de acudir já, mas temos de ter uma estratégia para recuperar a produção e criar emprego”.

Catarina prosseguiu, afirmando que a regulação é fundamental para essa estratégia “a regulação de mercado, tem de ser feita do ponto de vista europeu, dialogando com os outros Estados membros, mas Portugal não pode abdicar da sua capacidade de regular os mercados e de tomar decisões sobre os seus recursos”.

“É uma estratégia para o país, sobre a sua capacidade produtiva e sobre o emprego que o país precisa neste momento. E, para isso, é preciso ter a coragem de dizer que a liberalização dos mercados correu mal, que é preciso regulação, que é o que pode defender a economia e o ambiente do nosso país”, sublinhou a dirigente bloquista.

“Está em curso um golpe de Estado do século XXI”

No final do encontro, Catarina Martins respondeu a uma pergunta de uma jornalista, que lhe pediu que comentasse a situação no Brasil. A deputada afirmou que “o que está a acontecer no Brasil é de uma importância histórica e de uma gravidade extrema. Se é verdade que há um problema de corrupção no Brasil, não deixa de ser menos verdade que o que está em curso é um golpe de Estado do século XXI. O poder judicial, com os órgãos de comunicação social, está a agir fora do Estado de direito e isso é grave. Naturalmente, tentar fugir à justiça e aquilo que deve ser a investigação e a transparência da vida pública também não é resposta”, concluiu Catarina.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)