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Refugiados sem apoio médico e alimentação

A organização Médicos Sem Fronteiras(MSF) fez uma denúncia relativamente a refugiados que estão "encurralados" na fronteira entre a Síria e a Jordânia há dez dias. Perante esta situação, os MSF pedem para que seja retomada a ajuda humanitária interrompida após um atentado.
Foto de Olga Rodriguez

Cerca de 60 mil refugiados sírios, metade deles crianças, estão "encurralados" numa faixa desértica na fronteira da Jordânia com a Síria sem ajuda humanitária, que foi suspensa há dez dias, alertou esta quinta-feira aquela organização.

Em comunicado, a diretora de operações dos MSF, Benoit De Gryse, apelou à retoma "imediata e urgente" do apoio humanitário e à criação de garantias de proteção internacional.

A ajuda foi suspensa a 21 de junho na sequência de um ataque suicida na região, que vitimou sete soldados jordanos fazendo ainda 14 feridos.

Desde essa altura que o campo de refugiados improvisado na região não dispõe de alimentos ou de assistência médica e a quantidade de água potável está "muito limitada".

Apelos à “responsabilidade coletiva”

Segundo Benoit De Gryse, a proteção dos refugiados é uma "responsabilidade coletiva" e há uma "tremenda falha" da comunidade internacional.

"A Jordânia não pode arcar sozinha com as consequências da guerra na Síria. Há muitos países dentro e fora da região que deveriam oferecer um lugar seguro para os refugiados", sublinhou aquela responsável, tendo acrescentado que “as condições antes da suspensão da ajuda eram extremamente difíceis e muitos dos pacientes atendidos pela nossa equipa contaram que se mudaram para essa área tão inóspita porque enfrentavam níveis altíssimos de violência e insegurança".

Para a responsável dos MSF a ideia de que existem, na Síria, áreas seguras para onde essas pessoas possam retornar “não faz sentido”.

“Isso não é uma opção. Ficar no acampamento também não. A área não é segura para ninguém, especialmente para milhares de mulheres e crianças. Os países com capacidade para recebê-las não deveriam virar as costas. É urgente que ofereçam asilo aos refugiados", avançou.

Antes de serem forçados a suspender as suas atividades, depois do ataque, os MSF mantinham desde 16 de maio uma clínica móvel de saúde para atender os refugiados na região, tendo, desde essa altura, assistido 3.501 pessoas. Os principais problemas de saúde registados estavam relacionados com doenças de pele e também com desnutrição e diarreia

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