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“Recuperação de rendimentos tem de chegar a todas as gerações”

Catarina Martins saudou também a indicação de António Guterres como favorito a secretário-geral da ONU e salientou que o 5 de Outubro tem “um significado especial".
Catarina Martins falou numa sessão pública sobre a implantação da República
Catarina Martins falou numa sessão pública sobre a implantação da República

Catarina Martins falou numa sessão pública sobre a implantação da República, com passeio temático pelos locais e histórias da I República em Lisboa, com Cecília Honório e Ricardo Robles. A coordenadora do Bloco de Esquerda falou também à comunicação social sobre a candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU e sobre o próximo OE.

Uma boa notícia”

Questionada sobre o facto de António Guterres ser o candidato favorito a secretário-geral da ONU, Catarina Martins declarou: "É uma boa notícia, uma notícia que nos deve alegrar".

“As Nações Unidas precisam de um secretário-geral capaz de lutar pelo cumprimento da carta das Nações Unidas no que respeita ao prosseguimento da paz, à cooperação para o desenvolvimento, ao respeito pelos direitos humanos e António Guterres tem as características para fazer esse caminho”, salientou.

"É uma boa notícia desde logo para as Nações Unidas, que conseguiram mostrar que são imunes a manobras mais ou menos estranhas", disse ainda Catarina Martins, aludindo à candidatura da búlgara Kristalina Georgieva, lançada à última hora pelo governo de Angela Merkel.

Três pontos essenciais

Sobre as negociações do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), a coordenadora do Bloco referiu que "a recuperação de rendimentos ou chega a todas as gerações ou verdadeiramente não é uma recuperação de rendimentos” e apontou três questões essenciais para o Bloco de Esquerda.

“Em primeiro, é que o acordo, que tinha uma série de pontos, seja cumprido”, afirmou Catarina Martins, lembrando que há pontos que foram cumpridos no OE2016 e há outros que terão de ser cumpridos no OE2017.

Em segundo lugar, a coordenadora bloquista salientou que “é, para nós muito importante, corresponder aos pensionistas com a atualização de todas as pensões”.

“O Bloco de Esquerda tem dito que é preciso que nenhuma pensão perca rendimento, poder de compra, todas têm de ser atualizadas para fazer face à inflação, nas mais baixas temos de conseguir um aumento real que deverá ser de 10 euros, uma vez que são pensionistas que têm perdido muito poder de compra”, realçou a deputada.

Catarina Martins apontou, em terceiro lugar: “Para o Bloco de Esquerda, há também uma série de outras matérias, para lá do acordo e da atualização das pensões, que não sendo diretamente orçamentais são muito importantes. Como sabemos o emprego e a qualidade do emprego em Portugal é um problema. E quem está no desemprego ou quem trabalha na mais perfeita precariedade fica sempre de fora da recuperação de rendimentos”.

5 de Outubro tem um significado especial”

“A implantação da República é algo que devemos comemorar" realçou Catarina Martins “A implantação da República é algo que devemos comemorar" realçou Catarina Martins

“A implantação da República é algo que devemos comemorar" realçou Catarina Martins

Sobre o 5 de Outubro e a iniciativa do Bloco “Passeio temático pelos locais e histórias da I República em Lisboa”, Catarina Martins começou por apontar que “os feriados são um direito das pessoas” e que o 5 de Outubro “é um dia de descanso que PSD e CDS resolveram tirar, obrigando as pessoas a trabalhar sem serem remuneradas por isso”.

“Queira-se comemorar a República ou não, é um direito de toda a gente que trabalha o direito ao seu descanso e isso é importante”, sublinhou.

Catarina Martins sublinhou ainda que “para o Bloco de Esquerda, o 5 de Outubro tem naturalmente um significado especial”.

“A implantação da República é algo que devemos comemorar, é o acesso à nossa memória, à nossa história, às conquistas que foram feitas ao longo de anos, com avanços e recuos, com problemas e limitações, mas naqueles ideais que marcam o que deve de ser a República da Liberdade, da Igualdade, da Fraternidade. Estamos ainda a caminhar para eles, mas a República foi seguramente um passo importantíssimo”, afirmou a concluir a coordenadora bloquista.

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