“Quem só soube prejudicar o país, só merece ser derrotado”

22 de September 2017 - 1:25

Catarina Martins defendeu em Aveiro que o crescimento do Bloco é determinante para que a direita sofra a maior derrota de sempre em eleições autárquicas.

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Foto Paulete Matos.

“É o crescimento do Bloco de Esquerda nestas autárquicas que vai ser determinante para impor a maior derrota de sempre à direita em eleições autárquicas porque quem só soube prejudicar o país, só merece ser derrotado", afirmou Catarina Martins na noite de quinta-feira no comício da candidatura do Bloco à autarquia de Aveiro.

A coordenadora do Bloco deu o exemplo do autoritarismo da gestão de Ribau Esteves naquele concelho, e também criticou a falta de iniciativa dos vereadores da oposição. “O silêncio da oposição é cúmplice da direita”, acrescentou, pelo que a eleição de Nelson Peralta para a vereação “vai fazer a diferença em Aveiro”.

“Temos hoje uma direita que no país, como nas autarquias, está desesperada e esfrangalhada”, prosseguiu Catarina, apontando como exemplo dos “ziguezagues” de campanha essa "coisa ridícula de quem só soube aumentar impostos vir prometer que agora nas autárquicas é que vai descer impostos".

"Temos a necessidade imperiosa de derrotar esta direita para termos um projeto de concelho que responda pela vida das pessoas", concluiu.


Governo tem de escolher entre proteger quem mais precisa ou ser o “bom aluno de Schäuble”

Na sua intervenção, a coordenadora do Bloco lamentou que a secretária-geral adjunta do PS tenha desvalorizado o estudo dos economistas do Institute of Public Policy, que integra do deputado socialista Paulo Trigo Pereira, que propõe uma política orçamental “menos restritiva” do que a que o governo prevê até 2021.

“O PS ganhava em ouvir vozes que estão a fazer consensos por novos modelos económicos que possam responder pelas responsabilidades sociais e pelo crescimento económico”, afirmou Catarina, alertando que “nada seria mais trágico para o país que para sermos bons alunos de Schäuble, desistíssemos de ter um caminho que protegesse quem mais precisa”.

Face ao “ao maior défice do país, que é o défice social imenso”, a coordenadora bloquista defendeu que a definição de uma política económica que responda pelo défice social é uma escolha essencial “para termos um rumo que em Portugal possa ter uma maioria social forte e possa ter uma base económica sólida que permita o crescimento económico e não deixe ninguém para trás”.