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Queda abrupta de vacinação faz temer surto de sarampo

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças adverte para a mortalidade associada à doença. Entre 15 de março e 15 de abril foram vacinados menos 13.277 bebés em Portugal. Só nos primeiros dois meses do ano registaram-se sete casos de sarampo, menos três do que em todo o ano de 2019.
A vacina para o sarampo VASPR) é administrada aos 12 meses e aos cinco anos de idade.

"O combate à Covid-19 está a afetar a vacinação das crianças", levando ao "atraso e à interrupção" do cumprimento dos planos de vacinação, adverte o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, citado pelo Jornal de Notícias.

Nos primeiros meses de 2020, foram registados mais de 1500 casos de sarampo na Europa. Bulgária e Roménia reúnem o maior número de casos. Espanha contabiliza 67 casos, Itália 86 e França 161. Se é certo que a crise pandémica foi utilizada como argumento para suspender os planos de vacinação em países como a Bulgária, em Portugal é o medo da exposição ao coronavírus que justifica a queda acentuada da vacinação contra o sarampo: a VASPR, administrada aos 12 meses e aos cinco anos de idade.

Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, esclarece: "O problema da Covid-19 é precisamente por não termos uma vacina. As vacinas são fundamentais e as pessoas não devem temer a ida ao centro de saúde. É o maior risco de não tomar a vacina do que o risco de contágio, porque os doentes com sintomas respiratórios estão separados dos restantes doentes. Têm circuitos separados".

Teresa Fernandes, coordenadora do Plano Nacional de Vacinação, pede aos familiares e cuidadores das crianças que não adiem as vacinas: "Os serviços estão a listar todas as pessoas com as vacinas em atraso e vão convocá-las de forma organizada, para não haver aglomeração nas salas de espera. A regra de ouro da vacinação é de que ninguém fica para trás", frisa.

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