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Quase 220 mil portugueses acumulam dois trabalhos

O número de pessoas com segundos empregos aumentou significativamente em 2021, e o número de trabalhadores por conta própria atingiu o maior número de sempre, 733 mil trabalhadores.
O aumento expressivo de TCOs para novos recordes evidencia uma precarização acentuada do mercado de trabalho no seu todo.
O aumento expressivo de TCOs para novos recordes evidencia uma precarização acentuada do mercado de trabalho no seu todo.

Os números do mais recente inquérito ao emprego são expressivos e podem evidenciar o agravamento de problemas estruturais no trabalho em Portugal. O número de pessoas com “segundos empregos” aumentou mais de 20% no terceiro trimestre de 2021, atingindo no total 219 mil pessoas que têm uma atividade secundária.  

Simultaneamente, o número de trabalhadores por conta própria também atingiu um novo recorde, tendo aumentado quase 16% apenas no terceiro trimestre deste ano. São praticamente mais 99 mil pessoas, a maior subida desta série do INE que remonta a 2011 e que atira o total de trabalhadores por conta própria para 733 mil.

Antes da pandemia da covid-19, Portugal registava 666 mil trabalhadores por conta própria. E se a crise provocou enorme destruição deste tipo de empregos, o aumento expressivo de trabalhadores por conta própria para novos recordes evidencia uma precarização acentuada do mercado de trabalho no seu todo.

"Para a variação homóloga da população empregada contribuíram, principalmente, as variações" no emprego criado entre os homens, que "aumentou 5,8% (135,9 mil)", pode ler-se no boletim. Em termos de escalões etários, o emprego na população mais adulta "dos 55 aos 64 anos, que registou um acréscimo de 8,9% (75,2 mil)".

A criação de postos de trabalho com pessoas com Ensino Superior completo também é assinalada pelo seu "acréscimo de 17,4%, abrangendo 251,9 mil pessoas", segundo os números do INE.

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