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PSD boicota comemorações oficiais da Restauração da Independência

O PSD não esteve presente nas comemorações do 1º de Dezembro, mas não evitou as críticas do Presidente da República ao executivo de Pedro Passos Coelho. "Este feriado nunca deveria ter sido suspenso", destacou Marcelo Rebelo de Sousa.
O 1º de Dezembro foi um dos feriados retirados pelo Governo PSD/CDS em 2012. Foto Getty Image.

Na sequência dos acordos firmados em 2015 entre PS, Bloco, PCP e PEV, que garantiram a reposição dos quatro feriados eliminados pelo governo PSD/CDS, o feriado do 1º de Dezembro foi reposto este ano.

O PSD optou por não participar nas comemorações oficiais da Restauração da Independência, mas nem assim conseguiu evitar as críticas de Marcelo Rebelo de Sousa, que, chamando a atenção para o “gesto fundador do Governo Provisório da República”, que criou “o feriado do 1º de Dezembro”, destacou que este “feriado nunca deveria ter sido suspenso”.

“O que celebramos e celebraremos sempre é a nossa pátria e a nossa independência. Independência política, independência financeira e económica - que exige rigor, crescimento, emprego e justiça social e recusa sujeições escuras, subserviências, minimizações intoleráveis (…), independência ética que impõe o respeito da pessoa humana, dos deveres e direitos fundamentais, da isenção, da honestidade da transparência da vida comunitária”, assinalou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República defendeu ainda que a comemoração da Restauração traz consigo “um sentido de compromisso, passado de avós para pais, de pais para filhos”.

“Um compromisso de fazermos um Portugal melhor, na sua vocação ecuménica de dar mundos ao mundo, de saber aceitar os outros e de conviver com eles em todos os continentes; um Portugal melhor combatendo as injustiças que ainda flagelam a nossa sociedade; um Portugal melhor não esquecendo aqueles menos novos que lhe devotaram vidas inteira, mas olhando para os mais novos sabendo criar-lhes condições de futuro”, avançou.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que “foi esse mesmo futuro que nos reuniu aqui hoje, para que se possa cumprir o que é para nos indiscutível, como foi para os bravos de 1640 — um Portugal verdadeiramente independente, que não é uma abstração, que é feito de milhões e milhões de portugueses e portuguesas ao longo dos séculos.”

António Costa destaca importância "desta data maior na História da nossa pátria"

Já António Costa assinalou o empenho dos promotores das celebraçõe do 1º de Dezembro, que garantiram que as mesmas “não fossem interrompidas nos anos em que houve quem permitisse apoucar e menosprezar o valor e importância desta data maior na História da nossa pátria“.

Salientando a importância da “celebração da independência nacional”, sem a qual “nenhuma outra seria possível”, o primeiro-ministro referiu que “os grandes acontecimentos históricos”, como a restauração da independência, “não podem ficar cristalizados no tempo”. “Isso seria matá-los. É na consciência da sua atualidade fundamental que os devemos evocar, resgatando-os ao anacronismo”, frisou, apelando a um Portugal unido naquilo “que nos é comum — Portugal livre e Portugal independente”.

“Assumimos como país e como povo a responsabilidade de estarmos a altura daqueles que em 1640 não se resignaram nem desistiram. Antes com convicção, audácia, por ventura com otimismo souberam içar a nossa bandeira no mastro da nossa corajosa e honrada fidelidade a Portugal”, adiu.

Líder do CDS avança que “é bom ter sido possível restaurar este feriado"

Assunção Cristas, que integrou o Governo de direita que ditou a eliminação do feriado do 1º de Dezembro e que, em 2015, se absteve na votação das propostas do PS, PCP, Bloco e PEV que visavam a reposição, já em 2016, dos quatro feriados nacionais retirados em 2012, veio agora escrever na sua página de facebook que “é bom ter sido possível restaurar este feriado".

 

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