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PS mais uma vez ao lado da direita no chumbo à dedicação plena no SNS

A criação da carreira dos Técnicos Auxiliares de Saúde também foi chumbada no OE'2021. Catarina Martins pergunta: “Que a direita prefira médicos no privado, percebo. Mas, e o PS? Prefere continuar a anunciar concursos que sabe que vão ficar vazios?”

Com votos contra do PS, PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega, foi chumbada esta segunda-feira a proposta do Bloco de dedicação plena dos médicos no Serviço Nacional de Saúde. Um chumbo que se segue ao não cumprimento da proposta que tinha sido aprovada no orçamento anterior, que decidiu um regime deste tipo para os chefes de serviço.

Catarina Martins reagiu na sua conta de Twitter. A coordenadora do Bloco insiste que “há hoje menos médicos do que existiam antes do início da pandemia”. Apesar de serem lançados concursos, “há sempre mais vagas do que candidatos” e “cerca de 30% dos médicos formados pelo SNS escolhem setor privado”.

Assim, a proposta do Bloco pretendia “quebrar este ciclo” e “valorizar a carreira”. Para a dirigente bloquista, o regime de dedicação plena seria “essencial para fixar médicos no SNS”.

Sobre o sentido da votação, Catarina Martins questiona: “Que a direita prefira médicos no privado, percebo. Mas, e o PS? Prefere continuar a anunciar concursos que sabe que vão ficar vazios?”

O deputado José Maria Cardoso tinha defendido antes a proposta esclarecendo que se pretendia criar incentivos com uma majoração de 40% na remuneração e a redução progressiva do horário de trabalho a partir dos 55 anos de idade e acrescentando que “se não houver medidas para cativar e fixar profissionais no SNS, mais uma vez, os anúncios propagados pelo governo ficarão sem qualquer efeito prático”.

Outra das propostas do Bloco na área da saúde, a criação da carreira dos Técnicos Auxiliares de Saúde, foi igualmente chumbada pelo PS, desta vez com as abstenções da direita e os votos favoráveis das restantes bancadas.

A defesa desta proposta durante esta segunda-feira tinha cabido a Joana Mortágua que, antecipando o sentido de votação do PS, tinha dito que este partido ia votar “contra algo que a lei de bases da saúde já prevê”. Para a deputada estes profissionais “continuam a ser invisibilizados por pertencerem a uma carreira geral".

 

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