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Protestos em Carcavelos contra Moro, ministro da Justiça do governo Bolsonaro

Um grupo de ativistas juntou-se em Carcavelos em protesto contra o atual governo brasileiro. O pretexto foi a presença de Sérgio Moro, ministro brasileiro da Justiça, nas conferências do Estoril. Cantaram “afasta de mim este Moro, pá” e gritaram "fascismo nunca mais, nem em Portugal, nem no Brasil."
Foto de Madalena Ávila/Facebook
Foto de Madalena Ávila/Facebook

À entrada do campus da “Nova School of Business and Economics” (SBE) um grupo de manifestantes preparava-se para receber o ministro da justiça Sérgio Moro. Queriam demonstrar “repúdio contra aquilo que representa o Moro”, segundo afirmou à lusa Pedro Teles, um dos organizadores do protesto. Mas foram afastados para a estrada que liga Carcavelos à Avenida Marginal.

O protesto ruidoso não deixou de se fazer porque, para estes ativistas, “Moro representa um Governo que é contra tudo aquilo que os brasileiros conseguiram conquistar nos últimos anos depois da queda da ditadura militar”, acrescentou Teles, considerando ainda que o Governo de Jair Bolsonaro tem “demonstrado que não é capaz de governar e que está a levar o Brasil para um buraco ainda maior”.

Pedro Teles considerou ainda que os atuais detentores do poder em Brasília “são completamente contra os direitos das pessoas, as liberdades das pessoas e a vida das pessoas”.

Os manifestantes presentes homenagearam a vereadora Marielle Franco que foi assassinada com uma placa que dizia “Rua Marielle Franco”. Além disso, outros cartazes lembravam a prisão de Lula. Moro foi o famoso juíz da “Lava Jato” e participou no processo que levou à condenação do ex-presidente brasileiro.

Parafraseando uma conhecida ouviu-se cantar em Carcavelos “Afasta de mim este Moro, pá”.

O Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa, uma das várias organizações da sociedade civil que promoveram o protesto, esclareceu, em carta aberta, as suas razões para este protesto: Moro é o representante de um governo “contra a democracia, contra as mulheres, contra a educação, a ciência, e o ambiente, contra os povos indígenas, a cultura afro-brasileira, e contra os homossexuais”.

Os organizadores da manifestação não deixaram passar em clara a ironia da data desta visita: “em 28 de maio de 1926, o fascismo instalava-se em Portugal. Em 28 de maio de 2019, receberemos o fascista brasileiro mostrando-lhe que não é bem vindo. Fascismo nunca mais, nem em Portugal nem no Brasil”, escreveram na sua convocatória pelo facebook.

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