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Protestos e greves de fome em toda a Europa contra isolamento do líder do PKK

A greve de fome contra o isolamento de Öcalan, líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, promovida por Leyla Güven, deputada do HDP presa na Turquia desde janeiro, desencadeou uma grande onda de solidariedade em todo o Curdistão, Turquia e na diáspora curda.
Ativistas políticos curdos em Estrasburgo.

Leyla Güven, deputada do partido de esquerda pró-curdo Partido Democrático do Povo (HDP) e copresidente do Congresso da Sociedade Democrática (DTK), começou uma greve de fome a 7 de novembro, na prisão de Diyarbakir, como forma de protesto contra o isolamento do líder curdo Abdullah Öcalan, que está totalmente privado de comunicação com o exterior há mais de dois anos na ilha-prisão de Imrali.

A iniciativa de Güven desencadeou uma grande onda de solidariedade em todo o Curdistão, Turquia e na diáspora curda. Seguindo os passos do parlamento curdo, 30 presos políticos anunciaram uma greve de fome por tempo indeterminado no dia 16 de dezembro. A 17 de dezembro, 15 ativistas políticos curdos fizeram o mesmo em Estrasburgo, em frente ao Conselho da Europa, exortando as instituições europeias a tomar medidas urgentes para pôr fim ao isolamento de Öcalan.

"A greve de fome agora está a espalhar-se para o Curdistão, Turquia e Europa", assinalou, entretanto, o DTK em comunicado.

“O pedido da nossa copresidente é muito claro e inequívoco. O isolamento imposto ao líder do povo curdo, Abdullah Öcalan, ficou ainda mais isolado. O isolamento absoluto não pode, de forma alguma, ser considerado humano, moral ou legal, muito menos politicamente aceitável", lê-se no documento.

O DTK exortou ainda a opinião pública, o povo curdo, os círculos sindicais, pacifistas e democratas a apoiarem a demanda de Leyla Güven.

"Também convocamos instituições e organizações nacionais e internacionais, bem como organizações de direitos humanos, a posicionarem-se sobre essa questão", acrescentou o DTK.

França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Áustria e Suécia são alguns dos países que já foram palco de iniciativas. A onda de solidariedade estendeu-se ainda a Saratov, na Rússia, onde um grupo de curdos iniciou uma greve de fome. Os ativistas protestam não só contra o isolamento de Öcalan como também repudiam as ameaças por parte da Turquia no sentido de ocupar Rojava e o silêncio e passividade dos estados europeus.

Greves de fome, marchas, concentrações, manifestações, declarações de apoio e solidariedade são algumas das ações registadas até ao momento.

Termos relacionados Luta dos curdos, Internacional
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