You are here

Protesto global contra prisão de jornalistas no Egito

Três jornalistas da Al Jazeera estão presos há dois meses acusados de ajudarem uma organização terrorista, por terem entrevistados membros da Irmandade Muçulmana. O Egito é o terceiro país mais perigoso para os jornalistas, só perdendo para o Iraque e a Síria. Protestos ocorrem em dezenas de cidades de mais de 15 países. Esquerda.net junta-se à campanha #‎FreeAJStaff‬
Os três jornalistas presos

Realizam-se esta quinta-feira, em dezenas de cidades em todo o mundo, protestos contra a prisão de jornalistas da rede Al Jazeera no Egito sob a acusação de colaborarem com organização terrorista e atentarem contra o interesse nacional do país.

O correspondente Peter Greste e os produtores Mohamed Fahmy e Baher Mohamed estão presos desde 29 de dezembro. Compareceram ao tribunal no dia 21 de fevereiro, mas o julgamento foi adiado para 9 de março.

Os três fazem parte de um grupo de 20 jornalistas acusados pelos mesmos motivos, que serão julgados in absentia.

Outro jornalista da rede de notícias com sede no Qatar, Abdullah al-Shami, está preso desde agosto de 2013 e já fez mais de um mês de greve de fome em protesto contra a sua prisão.

Um dos dez piores países para os jornalistas

Segundo o Comité de Proteção dos Jornalistas, o Egito é um dos dez piores países do mundo para a atividade dos jornalistas e é também considerado o terceiro mais perigoso para o trabalho destes, só ficando atrás do Iraque e da Síria. Cinco jornalistas morreram no país no ano passado, 45 foram agredidos e as forças de segurança invadiram pelo menos 11 sedes de publicações ou serviços informativos.

“O que está a ocorrer no Egito é o julgamento do próprio jornalismo”, denunciou o porta-voz da Al Jazeera.

“Os jornalistas não deviam correr o risco de passar anos na prisão por fazerem o seu trabalho”, disse Joe Stork, vice-diretor para o Médio Oriente da Human Rights Watch. “O processo contra jornalistas apenas por falarem com membros da Irmandade Muçulmana mostra a rapidez com que o espaço para a dissidência se está a evaporar no Egito”, sublinhou.

Jornalismo não é crime”

O dia global de ação “Jornalismo não é crime” tem esta quinta-feira protestos previstos em países como Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Jordânia, Japão, Quénia, Líbano Malásia, Mauritânia, Palestina, Sudão, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Mais informações podem ser obtidas na página do evento no Facebook.  

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Internacional
(...)