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Protesto contra aeroporto levou avião gigante ao Ministério da Economia

Foi com um avião de papel gigante a colidir contra a entrada do Ministério que a campanha Aterra voltou a contestar o plano do novo aeroporto. “Mais aviões, só a brincar!”, reclamam os ativistas.
Ação da Climáximo
Ação da Climáximo no Ministério da Economia esta quarta-feira. Foto Climáximo.

“Num momento em que é necessária uma redução drástica de emissões de gases com efeito de estufa, nenhum novo aeroporto pode ser adicionado aos que já existem, seja no Montijo ou em qualquer outra localização”, referem os ativistas da Climáximo no comunicado enviado às redações após mais uma ação de protesto contra o plano do novo aeroporto na região de Lisboa.

Os ativistas recordam que na semana passada “foi travada a construção da terceira pista do aeroporto de Heathrow, em Londres, exatamente por causa dos efeitos no agravamento da crise climática”, um exemplo que querem ver repetido em Portugal. Esta ação de rua contou com críticas ao Ministério da Economia, que os ativistas consideram ser “um ministério a brincar, sem ação política coerente com a nossa realidade, servindo apenas de sustento aos lucros privados, à custa do nosso futuro coletivo” e inserido num governo que alinha “com grandes interesses como os da Vinci”.

Para além do ruído dos aviões e a destruição do habitat de aves migratórias, a campanha Aterra denuncia também o “colossal aumento da emissão de gases com efeito de estufa que se espera, já que os aviões chegam a emitir 73 vezes mais gases com efeito climático do que a ferrovia para uma distância equivalente”.

Para combater de facto as alterações climáticas, os ativistas defendem que “é urgente acabar com brincadeiras e começar uma política de transição justa para a sociedade, com uma modificação fundamental dos sistemas de energia, transportes, agricultura e floresta”.

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