As dez organizações sindicais de professores são SPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU, exigem também aposentação justa, são contra as ultrapassagens na carreira, defendem os horários legais de 35 horas e a necessidade permanente de vínculos efetivos.
Em comunicado conjunto, declaram que os professores já começaram a preparar a continuação da sua luta, enquanto aguardam o resultado da apreciação parlamentar do decreto governamental que institui o apagão de 6,5 anos do seu tempo de serviço. Este debate terá lugar na Assembleia da República no próximo dia 16 de abril, tendo o Bloco de Esquerda apresentado este pedido.
As organizações sindicais realizaram também uma consulta a professoras e professores sobre a continuidade da luta, caso o tempo de serviço não seja recuperado. Na consulta participaram 32.974 docentes, tendo 96,9% defendido que a reivindicação da recuperação do tempo de serviço na totalidade deve ser mantida e 1% defendeu a aceitação da imposição governamental.
Sobre o faseamento do processo de recuperação, 87,8% defendem que os sindicatos não devem aceitar que o prazo vá para além de 2025 e 13,2% admitiram ir para além de 2025.
Os docentes pronunciaram-se a favor do prosseguimento da luta no terceiro período, através de nova manifestação nacional, greves de um dia em diversas semanas e/ou regiões, greves coincidentes com dias de exame.