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Professores impreparados para lidar com homofobia

Tese de doutoramento apresentada na Universidade do Porto indica que há ausência de preparação por parte dos professores para lidar com bullying homofóbico.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

O estudo apresentado pelo investigador Hugo Santos, “Discursos sobre bullying e homofobia na e da escola: que (im)possibilidades de cidadania para jovens LGBT?” concluiu que o bullying homofóbico tem tendência para ser reduzido ao insulto direto e à agressão física. Apresentado à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, foi aprovado por unanimidade esta terça-feira.

Para fazer este estudo, Hugo Santos dinamizou 36 grupos de discussão, envolvendo 351 jovens, na sua maioria heterossexuais, entre os 16 e os 18 anos, a frequentar 12 escolas do distrito do Porto, que lhe apresentaram o bullying como parte do dia-a-dia. Aliás, uma parte do estudo refere-se precisamente à existência de homofobia no discurso quotidiano, por exemplo, sob a forma de insultos.

Em declarações ao Público, Hugo Santos afirmou que “Parte substancial daquilo que se entende por bullying homofóbico está relacionado com processos de construção de masculinidade, manifestando-se não só, mas sobretudo, com os usos de linguagem homofóbica”. Assim, “não se deve negligenciar o efeito” em quem se encontra neste contexto, o que pode levar a que muita gente sinta “necessidade de se esconder”.

Neste âmbito, há ainda professores que admitem não estar preparados para agir em caso de bullying homofóbico, sendo que houve quem revelasse temer a reação dos encarregados de educação caso falassem de diversidade sexual nas escolas ou mesmo falta de competências.

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