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Professores e jornalistas juntos para desmistificar as “fake news”

Dez jornalistas e académicos irão dar formação sobre Literacia para os Media em 40 agrupamentos de escolas.
Fotografia de Paulete Matos
Fotografia de Paulete Matos

Este sábado, foi assinado um protocolo entre o ministro da Educação, o governo, o sindicato de jornalistas e o Cenjor, centro de formação de jornalismo, para a criação de um projeto-piloto que vai juntar profissionais dos média e professores. O objetivo é ensinar os alunos a distinguirem conteúdos verdadeiros ou fiáveis entre a informação que circula pelas redes sociais.

Na escola secundária do Cerco, no Porto, o ministro da Educação explicou o que vai acontecer: “Temos de aproveitar a curiosidade e o querer aprender dos nossos jovens para criar uma cidadania mais ativa, porque ninguém nasce cidadão, as pessoas fazem-se cidadãs, e é a aqui que temos de trabalhar nas escolas, na possibilidade de alavancar o pensamento critico”.

Sofia Branco, presidente do sindicato de jornalistas, acredita que este será um momento de viragem, já que os jornalistas irão explicar de que forma se exerce a profissão, numa altura em que se confunde jornalismo com os conteúdos encontrados nas redes sociais.

“É fundamental, numa altura, em que há uma confusão muito grande entre o que é um jornalista e não é, os jornalistas mostrarem o que são”, afirmou. Assim, a ideia será ensinar a distinguir informação falsa de verdadeira.

Cinco equipas de dois formadores – um académico e um jornalista – irão organizar cinco sessões simultâneas, que envolverão 100 professores de 40 agrupamentos de escolas. Juntos, irão desenvolver atividades de literacia para os média para os alunos. As sessões de formação irão dividir-se entre teóricas e práticas e os temas a desenvolver serão adequados às necessidades de cada agrupamento, havendo uma preocupação com a resposta às preocupações identificadas pelos professores.

De acordo com o website do sindicato dos jornalistas, haverá um fio condutor das sessões:

“1. Elementos e princípios do jornalismo (construção da notícia, valores-notícia, seleção e cobertura, fontes de informação). Ética e deontologia. Perfil dos jornalistas, conjuntura e desafios.

2. Os géneros jornalísticos e a hibridização de géneros no jornalismo digital; desinformação (“notícias” falsas, “factos” alternativos e a era da pós-verdade); leitura e consumo de notícias na atualidade; redes sociais, vídeos e telemóveis.

3. Democratização da informação e exercício da cidadania (análise das competências de cultura democrática). Formação de públicos ativos e críticos em relação à informação.”

A oficina de formação decorrerá entre 26 de janeiro e 13 de abril de 2019, em cinco escolas:

1. Norte: Agrupamento de Escolas do Cerco, Porto
2. Centro: Escola Secundária Adolfo Portela, Águeda
3. Lisboa: Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, Olivais
4. Alentejo: Agrupamento de Escolas n.º 2 de Évora, Escola Secundária Gabriel Pereira
5. Algarve: Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, Faro

As equipas de formadores por região educativa e pela ordem já indicada são compostas por: Manuel Pinto/Daniel Catalão; João Figueira/Miguel Midões; António Granado/Sofia Branco; Miguel Crespo/Paulo Barriga; Vitor Tomé/Isabel Nery.

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