Vários dos professores que trabalham no Instituto Politécnico de Lisboa com horário completo queixam-se de terem visto recusada a sua vinculação no âmbito do PREVPAP, o processo de vinculação extraordinária de trabalhadores precários nos quadros do Estado.
Numa denúncia enviada aos grupos parlamentares do Bloco e do PCP, estes professores alegam estar em “funções permanentes há pelo menos nove anos”, terem “doutoramento e grau de especialista”, o que eram os requisitos necessários para que o seu requerimento de vinculação fosse aceite.
Este grupo de docentes alega ainda não compreender como outros professores que, ao contrário da sua situação, estavam no Politécnico apenas a tempo parcial acumulando funções noutras empresa conseguiram ter pareceres positivos.
Ao Correio da Manhã, o presidente do IPL afirma que os representantes desta instituição nas comissões bipartidas que decidem estes casos, que integram igualmente representantes do governo, dos sindicatos, e o presidente da Comissão do PREVPAP do Ensino Superior, apenas deram parecer favorável a docentes que aí trabalhem a tempo integral, que tenham doutoramento ou título de especialista e que lecionem “unidades curriculares dos planos de estudos do cursos”.