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Professores dizem que o ensino à distância agravou desigualdades entre alunos

O estudo “Perceções dos professores sobre o ensino à distância”, elaborado pela Universidade do Minho, concluiu que os docentes consideram que o ensino à distância agravou as desigualdades entre alunos, tendo sido mais gravosa para quem usufruía de medidas de inclusão educativas.
Ensino à distância agravou desigualdades. Fotografia: Flickr/Cláudio Vieira

Os dados deste estudo foram recolhidos em janeiro de 2021, através de um inquérito efetuado junto de 280 professores. Este trabalho conclui que 80% dos 280 professores que participaram neste inquérito referiram uma redução efetiva ao nível das aprendizagens, enquanto 70,3% se manifestaram convictos de que o ensino à distância foi mais penalizante para os alunos e as alunas que beneficiavam de medidas de inclusão educativas.

O mesmo trabalho revela que 91,4% dos professores inquiridos se queixam que aumentou o seu trabalho burocrático, ficando pelos 48,5% os que consideram que os alunos tiveram acesso aos recursos necessários. 

Os professores concordam que a escola adquiriu mais protagonismo social (50,6%), revelando satisfação pessoal (44,2%) e profissional (37,9%). Todavia, discordam da adequação das medidas tomadas pelo Ministério da Educação (43,9%) e da ideia de que a pandemia tenha contribuído para a valorização da profissão docente (41,1%).  

No que diz respeito à contribuição ou não da pandemia para a necessidade de serem alteradas práticas curriculares, os professores concordam com a valorização da educação para a cidadania (79,2%), sobretudo com a educação para a cidadania centrada em problemas que afetam os alunos, ao nível global (72,9%) e ao nível local (70%). Concordam também com a necessidade de adaptar o currículo ao contexto dos alunos (70%).

Os docentes são favoráveis à necessidade de serem alteradas as práticas curriculares que tendem a valorizar os resultados escolares (66,4%) e à necessidade de a escola ser dotada de autonomia curricular (54,3%). Reconheceram ainda que a pandemia é um “momento único” para a consciencialização dos alunos relativamente ao tema das alterações climáticas (53,5%).

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