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Prioridade do Bloco: Emprego e tirar a troika das relações laborais

Catarina Martins anunciou que a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda decidiu, “como prioridade de atuação”, “o emprego e tirar a troika das relações laborais”. Foi decidido ainda marcar a Convenção Nacional para 25 e 26 de junho, em Lisboa.
Catarina Martins sublinhou ainda que o Bloco “empenhar-se-á ainda na rápida reposição das 35 horas a todos os trabalhadores do setor público e fará campanha pelo alargamento das 35 horas ao setor privado” - Foto de Pedro Nunes/Lusa

A Mesa Nacional reuniu neste sábado, 2 de abril de 2016, tendo aprovado uma resolução política e tomado duas decisões de organização: a constituição do Departamento Internacional e a convocação da próxima Convenção Nacional.

Tirar a troika das relações laborais”

À comunicação social, a porta-voz do Bloco salientou: “Como prioridade da atuação do Bloco de Esquerda nos próximos tempos elegemos o emprego e o tirar a troika das relações laborais. Aprovado o orçamento do Estado, que dá o primeiro passo para a recuperação de rendimentos aos trabalhadores e trabalhadoras, o Bloco de Esquerda deve empenhar-se na recuperação dos rendimentos do trabalho”.

Catarina Martins anunciou que o partido “apresentará propostas para penalizar o recurso das empresas a contratos precários sejam falsos recibos verdes, 'outsourcings', trabalho temporário ou estágios; para acabar com os Contratos Emprego Inserção (CEI); repor o princípio do tratamento mais favorável e garantir a continuidade das convenções coletivas de trabalho; concretizar o novo regime de proteção e de contribuição dos recibos verdes; repor os valores de indemnização por despedimento e acabar com a humilhação dos desempregados e desempregadas nas apresentações quinzenais”.

Catarina Martins sublinhou que o Bloco “empenhar-se-á ainda na rápida reposição das 35 horas a todos os trabalhadores do setor público e fará campanha pelo alargamento das 35 horas ao setor privado”.

Convenção Nacional a 25 e 26 de junho

A Mesa Nacional do Bloco decidiu marcar a próxima Convenção Nacional para 25 e 26 de junho, em Lisboa.

A Mesa decidiu ainda criar o Departamento Internacional, que terá como missão "estruturar de forma contínua as relações internacionais com outros partidos e movimentos progressistas, bem como todas as plataformas internacionais" e que será coordenado por Marisa Matias e Luís Fazenda.

Sobre política internacional, Catarina Martins considerou "profundamente lamentável" a reprovação na AR dos votos do Bloco e do PS de condenação de Angola pelas penas de prisão impostas aos 17 jovens ativistas.

"Há pouco mais de 40 anos, Portugal vivia numa ditadura e foram muitas as vozes de outros países que se levantaram pela libertação de presos políticos - e ainda bem que o fizeram. Portugal deve agora fazer o mesmo quando há presos políticos noutras ditaduras", declarou Catarina Martins, segundo a agência Lusa.

A porta-voz do Bloco falou também sobre a situação no Brasil, referindo que o partido “não compactua com nenhum tipo de corrupção”, destacando que “não pode ficar calado, porque vê um golpe de Estado a acontecer no Brasil, neste momento”.

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