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“Primeiro-ministro não pode ficar calado” perante poluição no rio Tejo

Deputado bloquista Carlos Matias exigiu, esta quinta-feira, que António Costa intervenha diretamente para resolver o problema das descargas ilegais no rio Tejo.
Um manto de espuma branca com cerca de meio metro cobriu na quarta-feira o rio Tejo na zona de Abrantes.

Carlos Matias, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, recordou que o Bloco de Esquerda já tomou diversas iniciativas parlamentares sobre os casos de poluição no rio Tejo.

Contudo, apesar das “inúmeras promessas” do Governo que “não têm qualquer tradução na realidade, como se comprova pelo episódio de ontem e de hoje. O primeiro-ministro não pode ficar calado, não pode permitir que esta situação continue”.

António Costa “saberá o que tem a fazer, mas tem que fazer alguma coisa porque o Tejo não pode continuar a degradar-se”, prosseguiu o deputado eleito pelo círculo de Santarém.

Um manto de espuma branca com cerca de meio metro cobriu na quarta-feira o rio Tejo na zona de Abrantes, junto à queda de água do açude insuflável, num cenário descrito como “dantesco” pelo grupo ambientalista proTEJO e como “assustador” pelo município.

"Ando nisto há mais de três anos e este é um cenário dantesco e nunca visto", disse à Lusa Arlindo Marques, dirigente do Movimento pelo Tejo – proTEJO, que neste período tem registado e denunciado episódios de poluição no rio, partilhando-os na internet.

Também à Lusa, o vereador do Ambiente na Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, disse à Lusa ter sido surpreendido por um "nível de poluição visual brutal", uma situação "assustadora" e "acima de todos os parâmetros" ali registados.

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