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Primeiro-ministro interino da Líbia acusado de comprar a eleição

Uma investigação das Nações Unidas concluiu que a votação para o executivo que deveria levar a paz ao país, feita num Fórum que juntou 75 delegados, foi comprada pelo lado vencedor.
Abdul Hamid Dbeibah. Foto de MCD doualiya/wikimedia commons.
Abdul Hamid Dbeibah. Foto de MCD doualiya/wikimedia commons.

Abdul Hamid Dbeibah surpreendeu quem via de fora o processo de eleição para primeiro-ministro interino da Líbia. Não era o favorito, mas foi quem obteve mais votos numa votação num Fórum de 75 delegados escolhidos pelas Nações Unidas e aceites pelas partes envolvidas na guerra que tem dilacerado o país.

Uma investigação das Nações Unidas descobriu agora que a grande esperança para a paz foi viciada através de subornos. Os apoiantes de Dbeibah pagaram supostamente entre 150.000 a 500.000 dólares por voto para conseguir obter o cargo que deve terminar em dezembro próximo, quando houver eleições. Aliás, o problema começou mesmo na diferença de preços que causou desacatos provocados por quem se sentiu prejudicado. A partir daí, os rumores foram sendo divulgados na Líbia e a enviada especial da ONU para a Líbia, Stephanie Williams, acabou por exigir um inquérito.

O primeiro-ministro interino nega as acusações que deverão ser publicadas a 15 de março, segundo o Guardian. Várias organizações não governamentais estão a exigir que estas sejam conhecidas antes, uma vez que os rumores sobre subornos atingem todos os participantes no Fórum.

Por seu lado, Dbeibah fica com a sua posição comprometida. Já estava a ser fortemente criticado pelos comentários machistas que fez na sua primeira conferência de imprensa em que voltou atrás no compromisso de atribuir 30% dos cargos governamentais a mulheres.

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