O jejum solidário vai durar até ao dia 20 de dezembro, com os participantes a revezarem-se até lá. O líder do governo catalão irá passar as noites de domingo e segunda-feira no mosteiro de Montserrat.
Quim Torra afirmou que pretende mostrar a sua “solidariedade, respeito e admiração pela coragem dos companheiros na prisão em greve de fome”.
Para além da sua participação no jejum a título pessoal, o governo catalão decidiu também eliminar a presença de comida em todos os atos oficiais. A primeira consequência será sentida esta segunda-feira na receção às comunidades judaicas catalãs no Palácio da Generalitat, que não contará com a habitual degustação dos sufganiot, um doce tradicional judaico semelhante à bola de Berlim.
Gràcies als cantaires de les corals Cor de Cambra Dypason i cor Fòrum Vocal per venir al Dipòsit del Rei Martí a acompanyar-nos al dejuni en suport als presos polítics en vaga de fam. Hem de ser altaveu de la seva injustícia. pic.twitter.com/HpA5PI0sT7
— Quim Torra i Pla (@QuimTorraiPla) December 9, 2018
Jordi Sánchez e Jordi Turull foram os primeiros a entrar em greve de fome na passada terça-feira, sendo depois seguidos pelos ex-governantes Josep Rull e Joaquin Forn, todos membros do Junts per Catalunya.
É impossível ficar indiferente à força de Cuixart e à perseverança do povo catalão
porIsabel Pires
Os presos em greve de fome denunciam o bloqueio do Tribunal Constitucional espanhol à apresentação das suas queixas junto dos tribunais internacionais, em particular o Tribunal de Justiça da UE.
“A injustiça que sofremos, a violação dos nossos direitos fundamentais e a arbitrariedade judicial com que somos tratados legitimaram-nos a tomar esta decisão, apesar de termos conhecimento do impacto que pode ter nos nossos organismos”, afirmaram Rull e Forn, citados pelo El Periódico.
O objetivo do protesto não é “pedir nenhum tratamento de favor nem discriminação positiva”, acrescentaram os dois ex-governantes, mas sim tornar “mais visível a discriminação e a violação” dos seus direitos fundamentais, reclamando assim um “julgamento justo”.