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Precários do Centro Hospitalar do Oeste entregam petição

Representantes dos 180 trabalhadores precários do Centro Hospitalar reuniram com os grupos parlamentares e vão solicitar audição em Comissão.
Precários do CHO recolhem assinaturas da sua petição.
Precários do CHO recolhem assinaturas da sua petição, foto do Facebook do Movimento de Precários do CHO.

A petição dos trabalhadores precários do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) exigiu a integração direta nos quadros dos 180 trabalhadores em regime de falso outsourcing nos hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche. Estes trabalhadores exercem funções permanentes e essenciais em diferentes serviços destes hospitais e, em comunicado, explicam que “a precariedade em que nos encontramos impede a criação de equipas de trabalho funcionais e prejudica gravemente a qualidade dos serviços prestados aos utentes, além de prejudicar as nossas vidas pessoais”.

“Trabalhamos por turnos, lado a lado com colegas dos quadros, com quem partilhamos chefias e responsabilidades. Auferimos maioritariamente salários mínimos, trabalhamos mais horas e temos menos direitos que os colegas dos quadros”, prosseguem os trabalhadores, muitos dos quais trabalham neste regime há mais de uma década. Entregaram a petição com mais de 1300 assinaturas esta terça feira na Assembleia da República, “não aceitamos mais esta injustiça e exigimos a integração nos quadros do CHO”, afirmam. Os trabalhadores exigem ainda serem ouvidos na Comissão que vier a ser responsável pelo seguimento da petição.

Os representantes dos trabalhadores reuniram com deputados de vários grupos parlamentares. No comunicado, descrevem que “para o Bloco de Esquerda, os Verdes e o PCP, parece não haver dúvida: o Centro Hospitalar do Oeste deve contratar os seus trabalhadores e não promover o recurso ao outsourcing”. Os três partidos, representados respetivamente por Moisés Ferreira e Isabel Pires (Bloco), José Luís Ferreira (Verdes) e Carla Cruz (PCP) garantiram que iriam continuar a pressionar e a apresentar medidas para a contratação destes trabalhadores nos quadros. 

A surpresa veio da reunião com o Partido Socialista (representado por António Sales e Wanda Guimarães), que, dizem os precários do CHO, “remeteram a resolução do caso para a ação da Autoridade para as Condições do Trabalho e reafirmaram a sugestão do Primeiro Ministro, António Costa, de que a irregularidade se dá ao nível da empresa de outsourcing”. Contradizendo o primeiro argumento, “afirmaram ainda que este caso será solucionado com a passagem do CHO a Entidade Pública Empresarial, momento em que terão mais margem para nos contratar”. 

Quando confrontados com o facto de o Centro Hospitalar gastar 10 milhões de euros por ano com a empresa de outsourcing e de apenas uma pequena parte dessa quantia servir, efetivamente, para pagar aos trabalhadores, os deputados socialistas “desculparam a instituição com o facto de esta ser a única forma legal possível para a contratação de pessoal”.

O CDS/PP e o PAN não responderam ao pedido de reunião e o PSD manifestou preocupação em relação à relação laboral destes trabalhadores precários, “considerando que o caso é grave e que o Governo tem de lhe dar resposta. Recusaram-se a apresentar soluções concretas e prometeram estudar o caso”, descrevem os Precários do CHO.

Em baixo podes ver uma reportagem do programa Mais Esquerda sobre os trabalhadores precários do Centro Hospiatlar do Oeste.

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