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"A posição do Bloco foi sempre coerente"

Pedro Filipe Soares declarou que o Bloco votou “em consciência e em coerência com o caminho que tivemos no passado”, em relação à contagem do tempo de serviço dos professores. E criticou: "curiosamente, quem tem duas posições nesta matéria é o PS".
Pedro Filipe Soares criticou a “criação de um ambiente de crise política”, frisando que ele é “manifestamente artificial", Assembleia da República, 3 de maio de 2019 – Foto de Tiago Petinga/Lusa
Pedro Filipe Soares criticou a “criação de um ambiente de crise política”, frisando que ele é “manifestamente artificial", Assembleia da República, 3 de maio de 2019 – Foto de Tiago Petinga/Lusa

Pedro Filipe Soares, em declarações à comunicação social, frisou que "a posição do Bloco foi sempre coerente", e destacou que, "curiosamente, quem tem duas posições nesta matéria é o PS", uma vez que "tem uma posição nos Açores ou na Madeira e tem outra posição em Portugal continental".

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, já tinha alertado esta manhã, no seu twitter, para as “tentativas de criar um ambiente de crise política”, “totalmente artificial”.

Pedro Filipe Soares afirmou, sobre a votação do Bloco na comissão parlamentar de educação e ciência esta quinta-feira: "da nossa parte, aquilo que votámos ontem, votámos em consciência e em coerência com o caminho que tivemos no passado. Não faz sentido mudar de votação para a votação final do global".

Segundo a Lusa, o líder parlamentar bloquista lembrou: "quando o açoriano Carlos César acusa de irresponsável ou inconstitucional a solução que foi alcançada na Assembleia da República, curiosamente o PS dos Açores aplicou uma solução que não foi apelidada como tal pelo próprio PS".

Pedro Filipe Soares salientou também que a decisão da comissão parlamentar de educação e ciência “é constitucional" e "não fere a lei travão", considerou que qualquer veto do Presidente da República que hipoteticamente possa vir a existir será um “veto político” e sublinhou que "não há nenhum motivo para a criação de um ambiente de crise política e que ele é manifestamente artificial".

O dirigente bloquista realçou ainda que "a solução encontrada não cria nenhum tipo de responsabilidade para o atual governo, apenas para os mandatos posteriores" e recordou: "o novo governo, o novo parlamento decidirá a forma de implementar esta lei e aquilo que foi decidido no continente tem respaldo até já naquilo que já está a ser aplicado nos Açores ou na Madeira e, nessas duas vertentes, o PS não colocou nenhuma questão, não deu nenhum epíteto como aqueles que está a utilizar hoje".

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