O estudo, divulgado esta terça-feira, passou por uma análise de dados de 5884 mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos, que responderam ao Inquérito Nacional de Saúde de 2014. Concluiu que 87% das mulheres portuguesas se submeteram ao exame de rastreio.
“O uso do teste aumentou em cerca de 10% em comparação com os dados obtidos no Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006”, afirma o ISPUP, sublinhando que ainda há 12% de mulheres que continuam a não seguir “as recomendações europeias relativas à periodicidade de realização do exame”.
A investigação foi publicada no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research e visava “descrever o uso do exame de rastreio do cancro do colo do útero” em Portugal e “identificar os factores” que levam as mulheres portuguesas a não recorrerem ao teste.
Para além destes dados globais, foram observadas assimetrias regionais. O norte foi a zona do país com percentagens mais altas de adesão ao exame. No fim da lista, ficaram o Algarve, o Alentejo, a Madeira e os Açores.
Um comunicado do ISPUP revela ainda que as regiões mais pobres e que têm estilos de vida menos saudáveis aderem menos ao rastreio e, admitindo que os resultados são positivos, sublinha a necessidade de criar estratégias para motivar a população a usar o programa de rastreio.