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Portugal com pior posição de sempre no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas

O país desceu oito lugares no Índice de Desempenho das Alterações Climáticas que foi divulgado esta terça-feira no âmbito da cimeira do clima da ONU em Madrid e encontra-se agora na pior posição de sempre. Aumentou o consumo de energia e as emissões de gases com efeitos de estufa.
Cartaz na greve climática estudantil. Setembro de 2019.
Cartaz na greve climática estudantil. Setembro de 2019. Foto de Paula Nunes.

Entre 57 países avaliados, Portugal ocupa este ano o 25º lugar. De um desempenho alto no combate às alterações climáticas, o país passou a ter um desempenho médio. O Índice CCPI 2020, índice de desempenho sobre as alterações climáticas foi divulgado esta terça-feira em Madrid no âmbito da COP25, cimeira da ONU sobre o clima. Trata-se de uma avaliação feita pela Rede Internacional de Ação Climática, da responsabilidade da ambiente Germanwatch e do NewClimate Institute.

A conclusão central, no que se refere ao nosso país, é que este desceu oito lugares, registando a pior posição de sempre. A justificação do documento é a seguinte: “o fim da crise económica refletiu-se no aumento do uso e das emissões de energia, e especialmente os efeitos das alterações climáticas amplificando as secas, são as principais causas para a queda no ranking”.

Nas emissões com gases com efeito de estufa o país tem classificação muito baixa devido ao aumento das emissões entre 2012 e 2017. Na categoria de energias renováveis e uso do país refere-se que a descida se compreende pelo facto das secas terem impedido o recurso à energia hidroelétrica e empurrou para o uso dos combustíveis fósseis.

O papel dos incêndios de 2017 também é mencionado no relatório.

Por outro lado, o compromisso de atingir a neutralidade carbónica é realçado, assim como o fim antecipado das centrais a carvão. Por isso, as políticas nacionais sobre o clima são valorizadas de forma positiva e apresentadas como “ambiciosas”. O mesmo não acontece com as políticas fiscais, destacando-se que “especialistas nacionais criticam que apesar da implementação de um imposto sobre o carbono e combustíveis fósseis em 2018, o Governo continuou a dar benefícios fiscais de 2,3 milhões de euros para o carvão, em 2018”.

No topo da lista das práticas ambientais estão Suécia, Dinamarca e Marrocos. Contudo, simbolicamente os relatores não atribuem à Suécia o primeiro lugar. Aliás, os três primeiros lugares ficam por atribuir, uma vez que se considera que nenhum país está “num caminho compatível com as metas do Acordo de Paris”. A Suécia ocupa assim o quarto lugar.

No fim, Estados Unidos que são o pior dos países. Arábia Saudita e Austrália ocupam os outros lugares do top três negativo. Já a China está a melhorar o seu desempenho, tendo subido três posições e ocupando agora o 30º lugar.

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