Portugal adere este sábado à iniciativa internacional “Marcha das Mulheres”

17 de January 2017 - 16:25

Um dia após a tomada de posse de Trump, Lisboa, Porto, Coimbra e Braga marcham para “Parar o assédio e construir a igualdade”: “Nem lá, nem cá, permitiremos a trumpização das nossas vidas”. #NãoSejasTrump

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A Marcha das Mulheres, que, em Portugal, vai decorrer em Braga, Porto, Coimbra e Lisboa, no dia 21 janeiro, próximo sábado, às 15 horas, integra a Women's March on Washington. A manifestação internacional terá lugar em 32 países, com cerca de 300 marchas convocadas até ao momento.

Os promotores da iniciativa em Portugal, afirmam-se, na página Parar o machismo Construir a Igualdade, solidários “com os movimentos sociais que se estão a organizar no Estados Unidos da América para fazer frente à nova conjuntura política, protagonizada por Donald Trump, que põe em causa direitos humanos universais e que terá repercussões à escala global”.

“Também na Europa assistimos a uma escalada da extrema direita e de movimentos e partidos conservadores, racistas, xenófobos, misóginos, chauvinistas e classistas. Pela interseccionalidade das lutas, contra todas as formas de opressão e exploração, estaremos na rua no dia 21 de janeiro de 2017”, lê-se no documento.

Na página da campanha, que está a ser construída por um amplo conjunto de associações, coletivos, partidos e ativistas, e que conta já com o apoio de perto de 30 movimentos sociais e organizações políticas, é assinalado que “vencer as ideias e as políticas anunciadas por Donald Trump e a sua Administração, bem como aqueles que na Europa rejubilam com a nova ordem mundial, é um imperativo para vários movimentos antirracistas, feministas, anticapitalistas, LGBTQ+, ambientalistas, antifascistas, em defesa dos e das refugiados e imigrantes, contra a precariedade no trabalho e sindicatos”.

Os promotores da iniciativa “Parar o assédio e construir a igualdade” referem ainda, em nota de imprensa divulgada esta segunda-feira, que, “depois de vencida a batalha legal, com a aprovação da lei que reconhece e criminaliza o assédio sexual em espaço público, falta ainda ganhar a batalha da mudança de atitudes”, sendo que “é esse o sentido desta campanha: levar ao espaço público o debate, reclamar as ruas como espaços de liberdade”.

“O assédio sexual em espaço público revela as ruas das nossas cidades como espaços de agressão e violência”, alertam, defendendo que “não podemos consentir que a violência e o machismo sejam naturalizados”.

“É tempo de reclamarmos as ruas como um espaço livre de agressões sexistas”, apontam.

O Bloco estará na rua para fazer este combate

Na sua página de facebook, a eurodeputada bloquista Marisa Matias apela à participação na iniciativa:

“Todos os dias são dias para lutarmos pela igualdade e contra a misoginia, porque ainda há muito caminho a fazer a esse respeito. Mas o dia 21 de janeiro não é um dia qualquer, é o dia em que todas e todos se juntarão, um pouco por todo o mundo, para reafirmar essa luta e essa urgência da igualdade e da luta contra a misoginia. No dia 21, o Bloco de Esquerda estará na rua com todas e todos aqueles que queiram fazer este combate. No dia 21, vem para a rua connosco, no dia 21, não sejas Trump”.

 

Em Lisboa, a Marcha das Mulheres terá lugar em frente à Embaixada Dos Estados Unidos - Avenida Das Forças Armadas, pelas 15h (ver evento de facebook e cartaz). À mesma hora, o Porto reúne-se na Praça dos Poveiros (ver evento de facebook e cartaz). Em Braga, o local de encontro é o Chafariz na Avenida Central (ver evento de facebook e cartaz), e, em Coimbra, a iniciativa está agendada para a Praça 8 de Maio (ver evento de facebook e cartaz).