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Porto juntou-se ao coro de vozes que exigem demissão de Michel Temer

Teatro do Bolhão revelou-se pequeno para acolher sessão de denúncia do golpe no Brasil. Mais de 200 pessoas gritaram “Fora Temer” em iniciativa que contou com as presenças de Gregório Duvivier, António Capelo, Carla Miranda, Gonçalo Amorim, João Semedo, José Soeiro e Pedro Bacelar Vasconcelos.
"Brasil de hoje é uma plutocracia, em que o poder do dinheiro é que realmente governa”, disse Gregório Duvivier. Foto de João Nuno Martins/Mídia Ninja.

“Não estamos habituados a receber tanta gente”, disse António Capelo, diretor da Academia Contemporânea do Espetáculo/Teatro do Bolhão. O auditório do Bolhão tem lotação para 140 pessoas, couberam 200 e com muita gente a ficar à porta.

Na sua intervenção, Gregório Duvivier alertou para a “frágil situação democrática no Brasil” e fez questão de sublinhar que “um ataque à democracia brasileira não é apenas um ataque à democracia brasileira. É um ataque à democracia e esta não é como a penicilina: tem que ser descoberta e conquistada todos os dias”.

“O Brasil de hoje é uma plutocracia, em que o poder do dinheiro é que realmente governa”, afirmou o humorista brasileiro que apelou ainda à convocação imediata de “eleições diretas”, para ser resposta a legitimidade democrática.

João Semedo defendeu ser “uma questão de dever lutar contra o golpe de Estado em curso no Brasil” e revelou-se satisfeito com as “manifestações espontâneas e solidárias” do povo português, cita o Jornal de Notícias.

O deputado bloquista José Soeiro afirmou ao JN que a iniciativa foi convocada “contra um golpe racista” e que “coloca em causa os direitos das minorias”.  

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