Porto: estudantes manifestam-se pelo direito a alojamento estudantil

21 de October 2022 - 23:00

Dezenas de alunos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto manifestaram-se contra o aumento do preço do alojamento para estudantes.

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Estudantes manifestam-se na FLUP pelo direito a alojamento. Fotografia: Esquerda.net

“Os estudantes não são mercadoria para a vossa ganância”, “Mais alojamento” e “Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente” são algumas das palavras de ordem do protesto que decorrer no dia 20 de outubro, em frente às instalações das Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

“O Bloco de Esquerda esteve presente no protesto dos estudantes da FLUP contra o aumento do preço dos quartos e está totalmente solidário com a sua luta”, referiu o bloquista Luís Monteiro em declarações ao Esquerda.net, considerando que “o abuso do mercado de arrendamento sobre quem escolheu prosseguir estudos é uma clara afronta ao direito de estudar e viver condignamente”.

“Sabemos que apenas 10% dos estudantes deslocados em Portugal encontram resposta pública de alojamento. O preço médio de um quarto na cidade do Porto já ultrapassa os 350€ e, na maioria dos casos, são negócios feitos sem contrato, desprotegendo os estudantes. Não podemos ter uma governação que prefere inundar as cidades de alojamento local em detrimento da aposta nas gerações futuras” referiu. 

“O Bloco no Parlamento apresentou um pacote de medidas que, entre outras coisas, apostam numa requisição de alojamentos locais para que ninguém fique sem um quarto”, lembrou Luís Monteiro. 

Este protesto foi organizado pelo coletivo “Estudantes de Letras pela Habitação”. Criado no início do ano letivo, este movimento tem como objetivo principal “garantir que todos, independentemente da sua condição financeira, consigam continuar a estudar”, afirmou Tomás Nery em declarações à publicação JornalismoPortoNet. 

A primeira atividade organizada por este movimento teve lugar no dia 4 de outubro, através da distribuição de panfletos informativos na FLUP e promoveram também uma petição, que recolheu mais de 500 assinaturas, já entregue à Reitoria da Universidade do Porto e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.