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Portas "tem enorme peso na consciência” por causa das pensões

O Bloco respondeu às acusações de Paulo Portas sobre o aumento das pensões acordado entre os partidos à esquerda. “Nenhum pensionista vai ficar pior do que ficaria com os planos previstos pela direita”, diz o deputado bloquista José Soeiro.
José Soeiro. Foto Paulete Matos.

Um dia após o seu governo ter caído no parlamento, o líder do CDS afirmou que o Bloco e o PCP "deviam corar de vergonha" por aumentar as pensões mínimas supostamente abaixo do valor que a direita pretendia. Na resposta, José Soeiro descreveu o que o governo de Paulo Portas retirou aos pensionistas no último mandato, atribuindo as declarações do ainda vice-primeiro-ministro a "um enorme peso na consciência”.

"Paulo Portas fez parte de um governo que congelou todas as pensões a partir dos 256 euros e que retirou o complemento a 65 mil idosos, condenando-os à pobreza. O doutor Paulo Portas só não cora porque não tem vergonha", afirmou José Soeiro.

Ao contrário dos cortes nas pensões que o governo PSD/CDS prometeu em Bruxelas, as medidas previstas no acordo que viabiliza o governo do PS "significam que nenhum pensionista vai ficar pior do que ficaria com os planos previstos pela direita”, acrescentou o deputado do Bloco.

O descongelamento das pensões, uma das condições referidas por Catarina Martins na pré-campanha para iniciar um diálogo com o PS, permitirá que os pensionistas ganhem poder de compra acima da inflação. Nas pensões mais baixas, o aumento não é o que Paulo Portas referiu, uma vez que o valor do Complemento Solidário para Idosos “será reposto aos níveis anteriores ao corte feito" pelo governo de Paulo Portas e Passos Coelho. Comparando os dois programas de governo, Soeiro concluiu que ”os pensionistas ficarão numa situação melhor" com o que resulta do acordo negociado à esquerda.
 

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