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Poluição atmosférica esteve na origem de 432 mil mortes na Europa

A Agência Europeia do Ambiente (EEA) alerta para a necessidade de reduzir a poluição do ar que, em 2013, foi responsável pela morte prematura de 432 mil pessoas nos países da União Europeia.
A poluição do ar continua a matar na Europa.

Um dos principais riscos para a saúde na Europa está relacionado com os elevados índices de poluição atmosférica, uma vez que esta reduz a esperança de vida, contribuindo para o surgimento de doenças respiratórias, cardíacas e também de cancro.

Em Portugal, e se nos reportamos ao ano de 2012, o número de mortes sobe para mais de 6 mil o que leva este organismo a pedir medidas mais enérgicas no combate aos agentes responsáveis pela degradação da qualidade do ar.

De acordo com o relatório da EEA, cerca de 87% da população europeia residente nos meios urbanos esteve exposta a concentrações de particulas ao ar livre com um tamanho inferior a 2,5 mícrones, o que ultrapassa os valores fixados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Este números significam para aquela organização que os níveis de ozono nos meios urbanos são ainda muito altos, excedendo, desta forma, os níveis recomendados.

Em Portugal o grau de exposição a partículas finas (PM2.5), a ozono e também a dióxido de azoto foram responsáveis pela morte prematura de 6.190 pessoas.

Nas estações de medição portuguesa, os níveis diários de concentração de PM10 ficam a dever-se, em Lisboa, ao tráfego automóvel. Por seu turno, o excesso de dióxido de azoto atinge não só a capital portuguesa como também a cidade de Braga estando igualmente relacionado com a poluição automóvel.

Para a EEA, o excesso de concentração de ozono atingiu as cidades de Almada, Faro Lisboa, Setúbal e Vila Franca de Xira.

Importa sublinhar que a poluição do ar é também prejudicial à vida vegetal e aos ecossistemas que estão, segundo a EEA, “ amplamente estendidos” no continente europeu.

A este propósito o diretor-executivo da EEA, Hans Bruyninckx, afirma que "independentemente da melhoria registada nas últimas décadas, este problema tem um impacto económico considerável uma vez que aumenta os custos na prestação de serviços de saúde e reduz a produtividade das pessoas devido ao aumento do número de baixas médicas", cita o Diário Digital.

O responsável pela divisão da qualidade do ar da EEA, Alberto González Ortiz, afirma que os portugueses devem estar “preocupados” com a qualidade do ar que respiram devendo, por isso, exigir que as concentrações de poluentes baixem.

Por seu turno e no que diz respeito a Portugal, o responsável pela divisão da qualidade do ar da EEA, Alberto González Ortiz, afirma que os portugueses devem estar “preocupados” com a qualidade do ar que respiram devendo, por isso, exigir que as concentrações de poluentes baixem.

Para González Ortiz, em Portugal a maior parte das estações urbanas apresenta valores de PM10 acima dos limites da OMS. A exceção são as cidades de Braga e Vila Franca de Xira.

Registe-se que as PM10 estão essencialmente relacionadas com os setor industrial e dos transportes e também com o  aquecimento doméstico causando problemas de saúde a nível cardíaco ou pulmonar.

Finalmente, e em relação ao ozono, há a registar níveis elevados nas áreas urbanas de Lisboa, Porto e Braga que estão associados ao tráfego automóvel.

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