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"Políticas débeis" sugeridas por Centeno são “receita para o desastre”

Mariana Mortágua acusa Mário Centeno de entrar no debate orçamental para recuperar a “matriz ideológica que sustentou as políticas de austeridade”.
"Políticas débeis, como aquelas sugeridas por Centeno, não conseguirão evitar essa deriva”, escreve Mariana Mortágua.
"Políticas débeis, como aquelas sugeridas por Centeno, não conseguirão evitar essa deriva”, escreve Mariana Mortágua. Fotografia de Paula Nunes.

No Twitter, Mariana Mortágua considera ser “um erro deixar o Banco de Portugal governar no Terreiro do Paço”, reagindo assim às declarações de Mário Centeno que, esta segunda-feira, falou contra a hipótese de investimento público para sair da crise.

Para a deputada, “quando a crise está no centro da vida coletiva, na Saúde e na Economia, responder pelas margens, como defende Centeno, é receita para o desastre”.

E associa as palavras do ex-ministro das Finanças à política atual do governo: “Os remendos do Governo não salvam o Serviço Nacional de Saúde e o emprego. É um erro deixar o Banco de Portugal governar no Terreiro do Paço”.

No artigo de opinião publicado esta terça-feira no Jornal de Notícias, Mariana Mortágua escreve que o “governador admite que a crise terá efeitos estruturais mas recusa qualquer alteração de fundo nos apoios sociais ou um apoio "massivo" à economia. Preocupa-o que o investimento público vá além dos projetos já em curso e que sejam criadas "barreiras à mobilidade do trabalho", ou seja, medidas legais que visem travar os despedimentos.”

“Com palavras diferentes e de forma mitigada, o argumento de Mário Centeno tem a mesmíssima matriz ideológica que, no passado, sustentou as políticas de austeridade e as "reformas estruturais" que castigaram o país”, explica.

Para a deputada, “a realidade já provou que a dívida é caprichosa e ingrata, que se alimenta do desemprego e da recessão. Políticas débeis, como aquelas sugeridas por Centeno, não conseguirão evitar essa deriva”.

Mais “eficaz seria, como referia o presidente do Parlamento Europeu, cancelar a dívida gerada no combate à covid. Fazê-lo é apenas uma decisão política”, conclui.

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