You are here

Polícia pede ao Facebook dados sobre manifestantes anti-Trump

A polícia de Washington ainda tem os telefones apreendidos às mais de 200 pessoas detidas no dia da posse de Donald Trump.
Foto Eduardo Woo/Flickr

Nas manifestações que juntaram milhares de pessoas em Washington no dia da tomada de posse de Donald Trump, a polícia encurralou centenas de manifestantes, detendo mais de 200, incluindo jornalistas e voluntários identificados enquanto tal, que prestavam assistência médica e legal.

Todos foram libertados no dia seguinte, mas a polícia ficou com os telemóveis em sua posse, alegando constituírem prova enquanto o processo durar. O site CityLab cita um dos detidos, um médico voluntário naquele protesto, que denuncia ter detetado um registo de atividade na sua conta de Gmail quando o telemóvel estava na posse da polícia.

O facto de entre os telemóveis apreendidos estarem os que pertencem a advogados e jornalistas apanhados no cerco policial está a preocupar os defensores dos direitos civis, que alertam para a quantidade de dados que a polícia poderá extrair acerca das comunicações registadas, quer telefónicas, por mensagem escrita ou redes sociais, bem como os locais por onde andaram os proprietários dos aparelhos.

Ao site CityLab chegaram duas denúncias de participantes nos protestos de 20 de janeiro, que receberam através do Facebook uma aviso de que a polícia de Washington D.C. teria pedido acesso aos seus dados de utilizador. A empresa dá ao visado dez dias para remeter documentos que provem a sua contestação em tribunal do pedido. Contactadas pelo CityLab, nem o Facebook nem a polícia confirmaram os pedidos, alegando que têm por política não dar informações sobre casos individuais ou sob investigação.

Após serem libertados, os mais de 200 detidos anunciaram a entrega de uma ação coletiva em tribunal contra o comando policial que deu ordem para a prisão indiscriminada de manifestantes.

(...)