Segundo o site do jornal Público, o plenário de trabalhadores da RTP, realizado nesta quarta-feira, aprovou a realização de greves setoriais na empresa. O objetivo de serem greves setoriais é potenciar o seu efeito.
As datas das paralisações e a sua duração serão decididas por um comité de greve, que será constituído. As greves poderão começar ainda este mês.
O caderno reivindiativo foi aprovado em plenário realizado em 21 de novembro e inclui reenquadramento e atualização salarial de trabalhadores do quadro e regularização dos falsos recibos verdes. (ler notícia no esquerda.net)
Sindicatos criticam atraso no processo de regularização dos precários
Uma delegação conjunta de sindicatos e precários da RTP foi recebida nesta quarta-feira na AR , em audição na comissão parlamentar de trabalho e segurança social e criticou o atraso no PREVPAP (programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública).
À saída da audição, Paulo Mendes, dirigente do sindicato nacional dos trabalhadores das telecomunicações e audiovisual (SINTTAV), declarou à agência Lusa: “O processo está muito atrasado o que nos preocupa. Existem cerca de 400 trabalhadores na RTP inscritos no processo PREVPAP e há meses que este deveria ter sido concluído”.
"Estamos perto do final do ano e a única coisa que temos sobre esses 400 [trabalhadores precários] é o anúncio da entrada de 130. Faltam todos os outros”, salientou Paulo Mendes.
Na audição parlamentar, o dirigente sindical denunciou que “a RTP continua a contratar mais precários” e que “o processo na RTP está longe de ter acabado, assim como o número de precários parece estar ainda a aumentar mais”.
Paulo Mendes criticou ainda o facto de a empresa ter dado parecer favorável em relação a 70 trabalhadores na comissão de avaliação bipartida (CAB) e posteriormente ter comunicado que “tinha mudado de opinião acerca desses trabalhadores”. “Este foi um processo que prejudicou muito a imagem da RTP junto dos trabalhadores e até sob o ponto de vista moral, porque não se percebe porque é que a empresa mudou de opinião nesses casos”, sublinhou.
Paulo Mendes afirmou ainda à Lusa que no “PREVPAP estão inscritos cerca de 400 precários”, mas “ainda falta emitir parecer” em relação a 270, que “estão fora do processo de integração agora”. “Fora isso, a RTP continua a contratar precários o que é muito preocupante”, realçou ainda.