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Plateia critica DGArtes por manter cortes do PSD/CDS

Os cortes e a parcialidade da DGArtes são alvo de crítica da Associação de Profissionais das Artes Cénicas.
Manifestação pela Cultura
Manifestação pela Cultura, Miguel A. Lopes/Lusa

A Plateia, associação que representa 80 profissionais e 20 estruturas artísticas das áreas do teatro e da dança, criticou ontem o Governo pela decisão de suspensão do concursos de apoios plurianuais às artes previstos para 2017. No comunicado titulado "Governo não muda nada para ficar tudo pior", a Plateia considera que a decisão vai "estagnar o panorama artístico português, não reforçando as verbas anteriores" e "não repondo os cortes do governo PSD/PP", tal como o esquerda.net avançou no dia 10 de dezembro. Além disso, considera ainda que o governo "[tornou] inútil o complexo sistema de avaliação da execução dos apoios, implementado pela própria DGArtes."

Opacidade e parcialidade da DGArtes

A Plateia critica ainda o novo modelo de apoios às artes que o Secretário de Estado da Cultura anunciou em setembro sem avançar qualquer detalhe, "modelo em relação ao qual não existiu, desde a tomada de posse do governo, qualquer informação oficial, nem qualquer consulta aos agentes do setor."
Em declarações à Agência Lusa, a DGArtes afirma que "muitas entidades beneficiárias destes apoios têm sido auscultadas em reuniões com a DGArtes, individuais ou coletivas, a decorrer desde julho 2016, pelo que a maioria não era desconhecedora desta medida transitória". Ou seja, a DGArtes assume que geriu a informação de forma parcial, nunca assumindo as suas intenções que afetam todas as estruturas e oficializando a sua decisão a apenas três semanas do final do ano.

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