Três anos após ter começado o seu trabalho no acolhimento e na integração de refugiados em Portugal, a organização tem uma campanha de sensibilização e de angariação de novas instituições, uma vez que as existentes já não fazem face às ncessidades.
Citado pela agência Lusa, o presidente da PAR disse que este é o momento para se apelar para que mais instituições se juntem e reforcem a capacidade de acolhimento e ainda de fazer um balanço do trabalho feito nos últimos três anos.
“Temos um balanço muito forte, em que conseguimos acolher 144 famílias em 92 instituições”, revelou André Costa Jorge. O dirigente afirmou que há duas realidades entre as famílias que chegaram a Portugal: as que ficaram no país e as que decidiram ir para outros destinos, maioritariamente países no norte da Europa. As primeiras correspondem a pouco mais de metade das famílias acolhidades, segundo o mesmo. Em 80% destas, pelo menos um adulto está a trabalhar. Há ainda casos em que dois adultos trabalham. De acordo com André Costa, Jorge, “estamos a falar de pessoas que culturalmente fizeram um esforço mais elevado porque muitas destas famílias vinham de contextos culturais em que culturalmente era aceite que a mulher não trabalhasse”. “Temos muitos agregados em que as mulheres trabalham e isso é demonstrativo da vontade destas pessoas em integrarem-se”, terá afirmado.
O dirigente, ainda citado pela Lusa, defendeu que não deve haver uma resposta tipo e única para todas as pessoas refugiadas, devendo haver uma adaptação aos diferentes perfis. Neste sentido, adiantou que a PAR tem estado a desenvolver projetos de ensino de português “on the job”, em que as pessoas aprendem a língua em contexto de trabalho, estando o ensino articulado com a dimensão da empregabilidade.