You are here

PJ encontra 900 mil euros em ouro e notas em jacuzzi de presidente do grupo GPS

António Calvete está novamente sob investigação, desta vez por suspeitas de branqueamento de capitais. As buscas ocorreram menos de dois meses antes de começar o julgamento do presidente do grupo de colégios privados, acusado de burla qualificada, falsificação de documentos e peculato. 
As buscas que levaram à apreensão de 900 mil euros em barras de ouro e notas decorreram a pouco mais de dois meses de começar o julgamento de António Calvete e outros quatro administradores do GPS. Foto de Michael Steinberg.

No âmbito de uma investigação por suspeitas de branqueamento de capitais ligadas à compra de ouro por familiares de António Calvete, a Polícia Judiciária (PJ) encontrou, na passada quinta-feira, 900 mil euros em barras de ouro e notas do Banco Central Europeu. Os itens estavam escondidos no vão de uma banheira de hidromassagem numa casa do presidente do grupo de colégios privados.

De acordo com o jornal Público, o inquérito, aberto no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), diz respeito a ordens de compra de ouro, no valor de, pelo menos, 400 mil euros, dadas pelos titulares de várias contas do Novo Banco. Em causa estão dois filhos do administrador do grupo GPS e a sua companheira. Há um ano atrás, ainda antes das ordens de compra terem lugar, António Calvete transferiu elevadas quantias para estas contas bancárias.

“No decurso das diligências foram apreendidas barras de ouro e notas do Banco Central Europeu, num valor que ronda os 900 mil euros. Os referidos valores só foram encontrados graças à realização de buscas minuciosas, pois encontravam-se ocultos nas paredes e no vão de um jacuzzi”, assinala o DCIAP em comunicado, citado pelo jornal diário.

O Ministério Público refere ainda que ainda não foram constituídos arguidos no âmbito deste processo: “Investigam-se factos susceptíveis de integrarem, designadamente o crime de branqueamento. Estão em causa indícios de que um dos suspeitos, arguido num outro processo e em data próxima da acusação nesse mesmo inquérito, deu início a um processo de conversão de dinheiro em ouro”, sinaliza o DCIAP.

As buscas que levaram à apreensão de 900 mil euros em barras de ouro e notas decorreram a pouco mais de dois meses de começar o julgamento de António Calvete e outros quatro administradores do GPS. Os responsáveis do grupo de colégios privados responderão por burla qualificada, falsificação de documentos e peculato. 

O Ministério Público estima que António Calvete e os outros quatro administradores do GPS se tenham apropriado de 30 dos 300 milhões de euros que o GPS recebeu do Estado entre 2005 e 2013, através dos contratos de associação.

Termos relacionados Sociedade
(...)