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Piratas islandeses em terceiro, mas poderão formar governo

Sem nenhuma maioria absoluta, partidos do Parlamento islandês em negociações para ver quem irá formar governo. Atualizada às 15h50.
Birgitta Jónsdóttir, porta voz do Partido Pirata islandês
Birgitta Jónsdóttir, porta voz do Partido Pirata islandês, foto de G20NWD/Flickr.

A coligação de centro-direita, liderada pelo Partido da Independência (que estava no poder) obteve 29 dos 63 deputados do Parlamento islandês. A coligação de oposição, composta pelos partidos Futuro Brilhante, a Aliança Social Democrata, o Movimento Esquerda-Verde e liderada pelo Partido Pirata, elegeu 27 deputados. Individualmente, o Partido da Independência teve 29% dos votos, o Movimento Esquerda-Verde ficou em segundo lugar com 15,9% e o Partido Pirata teve 14,5% dos votos.

Ambos os blocos de centro-direita e de centro-esquerda estão em negociações para ver quem irá formar governo, e a peça chave será novo partido Regeneração, um partido de centro pró-União Europeia, fundado esta Primavera por dissidentes do Partido da Independência.

O Partido Pirata islandês teve um resultado inferior ao previsto pelas sondagens, que lhes chegou a dar 35% das intensões de voto. A sua porta voz é Birgitta Jónsdóttir, que defende, entre outras medidas, refazer a Constituição com contribuições de todos (um processo que já foi feito, mas que não foi vinculativo), referendar a adesão à União Europeia, conferir nacionalidade islandesa a Edward Snowden e afirmam querer liderar o país com base em democracia direta.

O partido, apesar de pertencer à família dos Partidos Piratas europeus demarcou-se do Partido Pirata sueco, o primeiro a surgir, e afirma a sua proximidade com o Podemos no Estado espanhol, por exemplo. Antes das eleições fez um acordo pré-eleitoral com partidos de oposição, com o objetivo declarado de formar um governo em oposição à tradicional organização polícia islandesa. 

A Islândia tem 260 mil habitantes e a a crise de 2008 foi atribuída, em parte, à falta de transparência da política, que tem sido alvo de muitos protestos. A gota de água sucedeu aquando da revelação dos Panama Papers, que divulgaram que Sigmundur Davío Gunnlaugsson, o Primeiro Ministro à época do Partido Progressista, e a esposa tinham uma empresa não declarada no Panamá. Gunnlaugsson demitiu-se em abril, e as novas eleições decorreram no passado sábado.

Notícia atualizada às 15h50 para incluir os resultados finais da contagem dos votos.

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