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Pinhal de Leiria: recuperação estagnada e demissão do Observatório, Bloco quer explicações

A recuperação do Pinhal de Leiria está estagnada ameaçando o que resta deste. Um membro do Observatório do Pinhal, organismo que monitoriza o seu plano de recuperação depois do incêndio devastador de 2017, demitiu-se. Por isso, o Bloco quer ouvir no Parlamento presidentes do ICNF e Observatório.
16 de outubro de 2017. Rescaldo dos incêndios no Pinhal de Leiria.
16 de outubro de 2017. Rescaldo dos incêndios no Pinhal de Leiria. Foto de Paulo Cunha/Lusa.

Carlos Matias e Heitor de Sousa enviaram, em nome do Bloco, um requerimento para ouvir “com caráter de urgência” na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a presidente do Observatório do Pinhal do Rei, que é a Presidente da Câmara da Marinha Grande e Ricardo Vicente, o engenheiro agrónomo que se demitiu recentemente daquele organismo.

Ricardo Vicente demitiu-se “em protesto pela sistemática falta de coordenação e inoperância daquele órgão, criado após o violento incêndio que, em outubro de 2017” devastou cerca de 90% da mais importante Mata Nacional”, a Mata Nacional de Leiria, também conhecida como Pinhal do Rei.

O engenheiro agrónomo revelou na sua carta de demissão que o órgão, criado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelos Secretários de Estado das Autarquias Locais, da Educação e das Florestas e do Desenvolvimento Rural através do despacho 4263/2018, “não se reúne desde dezembro, apesar de estar fixada uma periodicidade mensal no despacho governamental”.

Outro dos motivos para a demissão de Ricardo Vicente foi a “desconsideração” de não se ter tornado público um parecer sobre o Relatório da Comissão Científica.

Os 10% que não arderam estão ameaçados

Para além das razões desta demissão, o Bloco questiona o facto da recuperação do Pinhal do Rei estar “praticamente estagnada e ameaçados os 10% de pinhal não consumidos no incêndio de 2017”.

O plano de reflorestação, que era suposto contar com a participação das populações e das autarquias da região, deveria ter sido aprovado até ao último trimestre de 2018. Este instrumento de ordenamento florestal que tinha como objetivo aumentar a “ “resiliência da Mata Nacional a futuros fogos” continua sem ser conhecido. O que, no “período muito crítico que atravessamos, de grande risco de novos incêndios florestais” se torna “ainda mais premente”, pensam os deputados bloquistas.

Assim, os bloquistas pretendem “um esclarecimento cabal da situação” dada a “relevância nacional” do Pinhal do Rei.

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