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Pingo Doce é “campeão” das más condições de trabalho, diz sindicato

Uma trabalhadora do Pingo Doce desmaiou no local de trabalho, porque precisava de fazer pausa para comer, denuncia o sindicato do comércio (CESP) da CGTP, apontando que neste grupo da distribuição são comuns “as práticas desumanas, os ritmos de trabalho altamente lesivos para a saúde dos trabalhadores”.
Segundo o site da CGTP, o sindicato dos trabalhadores do comércio, escritórios e serviços (CESP) teve conhecimento, no passado dia 4 de agosto, que uma trabalhadora da loja de Algés do Pingo Doce desmaiou no local de trabalho. A trabalhadora tem diabetes, precisando de comer de duas em duas horas, e já tinha pedido à chefia para fazer uma pausa para comer. O sindicato diz que “ casos como estes não são isolados” a que há cada vez mais “doenças ligadas às doenças músculo-esqueléticas (tendinites) e doenças d
"Trabalhadores do Pingo Doce exigem ser tratados com mais dignidade e respeito", faixa empunhada por trabalhadore/as - Foto da CGTP

Segundo o site da CGTP, o sindicato dos trabalhadores do comércio, escritórios e serviços (CESP) teve conhecimento, no passado dia 4 de agosto, que uma trabalhadora da loja de Algés do Pingo Doce desmaiou no local de trabalho. A trabalhadora tem diabetes, precisando de comer de duas em duas horas, e já tinha pedido à chefia para fazer uma pausa para comer.

O sindicato diz que “ casos como estes não são isolados” a que há cada vez mais “doenças ligadas às doenças músculo-esqueléticas (tendinites) e doenças do foro psicológico”.

O CESP diz também que a administração do Pingo Doce recusa reunir com o sindicato, “alegando não existirem problemas nos locais de trabalho e incumprimento das regras”.

Em comunicado, o CESP denuncia diversos casos de “incumprimento de regras” no Pingo Doce:

  • Saídas de emergência bloqueadas com paletes de mercadorias;
  • Trabalhadore/as que há mais de 6 meses aguardam por sapatos e fardamento adequado, mesmo após relatório de medicina do trabalho para atribuição urgente do respetivo fardamento;
  • Trabalhadore/as que ao abrigo do banco de horas trabalharam centenas de horas a mais e que não foram compensadas nem pagas aos trabalhadores;
  • Horários de trabalho que mudam todos os dias, sem aviso prévio e sem acordo dos trabalhadores, com horários diferentes para o mesmo trabalhador no mesmo dia;
  • Pressão sobre o/as trabalhadore/as que solicitam horário flexível;
  • “Remodelações de lojas, com criação de novos chek-outs (caixas) para clientes com poucas compras (cestos) em que o chek-out não tem espaço suficiente para que o/a trabalhador/a possa estar a trabalhar sentado, havendo já, neste curto espaço de tempo, desde estas implementações, agravamento de queixas ligadas às doenças músculo-esqueléticas (tendinites)”.

O sindicato denuncia ainda que, nos armazéns JMR, os operadores de armazém “ trabalham diariamente em ritmos de trabalho intensivos, carregando toneladas, desempenhando tarefas altamente qualificadas na preparação e expedição de encomendas” e o Pingo Doce recusa a sua equiparação a operadores de supermercado.

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