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Petrolífera mexicana Pemex contrata Paulo Portas

Em junho de 2014, altura em que Paulo Portas tutelava a pasta da economia no Governo PSD/CDS, a Pemex e a Galp assinaram, em Lisboa, um memorando confidencial para o “intercâmbio de informação e desenvolvimento de projetos”.
Na Foto: Paulo Portas de visita ao México em 2013.
Paulo Portas foi contratado pela petrolífera mexicana Pemex em julho deste ano.

Paulo Portas, ex-vice-primeiro-ministro do governo de Passos Coelho e líder do CDS até ao passado mês de março, foi contratado como conselheiro pela Mex Gas Entreprises, filial espanhola da empresa petrolífera estatal mexicana Pemex, especializada em comercialização de gás natural em todo o mundo. Segundo o órgão de informação espanhol eldiario.es, a contratação foi formalizada em julho.

Em junho, Portas anunciou o fim de mais de 20 anos de carreira política e, dias depois, foi tornada pública a sua contratação pela Mota-Engil - a maior construtora portuguesa – para presidir ao seu Conselho Internacional da Mota Engil, um órgão de “aconselhamento estratégico” com os olhos postos sobretudo na América Latina, um destino empresarial que Paulo Portas conhece bem dos tempos de vice-primeiro-ministro. Agora, o líder centrista, será também conselheiro da Pemex.

A filial espanhola, que o nomeou conselheiro, tem a sua sede em Madrid e foi fundada em junho de 2014, quando a petrolífera mexicana saiu do capital da Repsol e decidiu passar as suas holdings, que concentram boa parte da sua atividade de venda e comercialização de gás a nível internacional, das Ilhas Caimão para Espanha.

A 6 de junho de 2014, durante uma visita a Lisboa de Enrique Peña Nieto, presidente do México, a Pemex assinou um memorando de entendimento com a Galp para "o intercâmbio de informação e desenvolvimento de projetos", segundo a Pemex. O conteúdo do acordo foi classificado “confidencial” pela Pemex e não será tornado público até outubro de 2026.

As viagens de Paulo Portas ao México

Este ano, o México será o maior mercado da Mota Engil, com uma faturação de 500 milhões de euros, destronando Angola, onde a crise ditou a quebra de atividade da construtora. Um dos contratos no México foi assinado em outubro de 2014, na presença de Paulo Portas. No regresso dessa viagem, em que foi condecorado pelo governo mexicano, o então vice-primeiro-ministro classificou-a como “uma missão e peras”, também por ter visto desbloquear-se um problema na exportação de pera e maçã portuguesa para o México.

Paulo Portas e a Mota Engil tinham já cruzado o seu caminho no México um ano antes, em junho de 2013. O programa do primeiro dia incluiu a visita ao Estado de Veracruz , onde Portas inaugurou um edifício de apoio à obra da construtora portuguesa – uma estrada de 60 quilómetros com 16 viadutos e um túnel de 90 metros. No seu discurso, António Mota saudou o reconhecimento da qualidade da obra, que permitiria à sua construtora aumentar o número de encomendas no México.

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