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Petição pela recuperação do Liceu Camões entregue na AR

A petição foi lançada em setembro passado, já recolheu cerca de 4.300 assinaturas e apela a que seja desbloqueada a verba necessária para a reabilitação do edifício e para a aquisição de material no corrente ano letivo. O Liceu Camões esteve para ser reabilitado pela Parque Escolar, mas o projeto foi suspenso pelo ministro da Educação do governo PSD/CDS-PP, Nuno Crato, em 2011.
Liceu Camões (Escola Secundária Camões), Lisboa - Foto da wikipedia

A petição pela “Indispensável e Urgente Reabilitação e Requalificação do Liceu Camões [escola secundária Camões]”, em Lisboa, refere que a iniciativa foi tomada “como forma de apelar à sociedade civil para sensibilizar os responsáveis políticos e administrativos para que seja decidida, orçamentada e desbloqueada a verba necessária para o corrente ano lectivo, para a reabilitação do edifício, bem como para a aquisição de material informático e de suporte ao plano tecnológico da educação e de apoio aos laboratórios de física e química, que neste momento não existe”.

Na petição é apontado que o “Liceu Camões” foi classificado como monumento de interesse público desde 2012, mas que se encontra “em estado de degradação devido à ausência de manutenção e à idade do edifício (...) colocando em risco a segurança das cerca de 2000 pessoas que diariamente frequentam o estabelecimento (em horário diurno e nocturno), bem como a estabilidade dos respectivos agregados familiares”.

No texto é ainda sublinhado que “apesar das sucessivas interpelações nos últimos quatro anos pela Associação de Pais, numa abordagem cívica, ao Governo, a todos os grupos parlamentares e entidades camarárias, não houve até ao momento, qualquer indicação da verba a alocar e da data para a sua concretização”.

Em declarações à agência Lusa, nesta terça-feira, a autora da petição, Patrícia Marques, então presidente da associação de pais e encarregados de educação da Escola Secundária de Camões, diz que está exausta e “já só quer conseguir, pelo menos uma resposta, mesmo que seja um ‘não’”.

“Era para ser uma petição da associação de pais e passou a ser da escola. A direção envolveu-se, os alunos envolveram-se e os antigos alunos também”, salienta a autora da petição.

“Não concebo um Ministério da Educação e uma Parque Escolar que não tenham tido a consideração de nos responder”, critica Patrícia Marques, afirmando que tentou várias vezes falar com o ministro da Educação do governo PSD/CDS-PP, Nuno Crato, sem sucesso.

A autora da petição aponta que a parte estrutural do edifício “está péssima”, as “janelas estão partidas, entra frio”, a “segurança térmica é um desastre”, o campo de jogos exterior está encerrado há 10 anos, não há materiais para os laboratórios de físico-química, nem para os alunos de informática.

“Como é que deixaram [a escola] chegar ao ponto de não estar em igualdade de circunstâncias com as outras escolas”, sobretudo sendo uma escola histórica, questiona Patrícia Marques e afirma: “Não percebo porque é que o [liceu] Camões não foi intervencionado. Acho chocante e espero que haja um desenvolvimento positivo para a escola”.

De todo este processo, Patrícia Marques gostava de saber “qual o plano para o liceu Camões e qual o montante disponível para investir naquela escola”.

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