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“As pessoas têm o direito a saber quais foram os negócios ruinosos que custaram tanto ao erário público”

No final da conferência de líderes parlamentares, Pedro Filipe Soares afirmou que tanto a Assembleia da República como o Banco de Portugal têm a obrigação de cumprir a lei sobre a publicitação de dados sobre os grandes devedores da banca.
Pedro Filipe Soares
Pedro Filipe Soares. Foto de Paula Nunes.

As direções dos grupos parlamentares reuniram esta quarta-feira para avaliar a recusa do Banco de Portugal em publicar os dados dos grandes devedores aos bancos intervencionados pelo Estado e cujo resgate foi financiado com dinheiro dos contribuintes.

Para o líder parlamentar bloquista, “a lei aprovada é inequívoca” e diz que “as pessoas têm o direito a saber quais foram os negócios ruinosos que custaram tanto ao erário público, quem foram os responsáveis pelo buraco no sistema financeiro e quem beneficiou dessas decisões irresponsáveis com o dinheiro dos contribuintes”.

“O que se exige à Assembleia da República é que cumpra o que a lei defende e a lei determina a publicidade dessa informação”, prosseguiu Pedro Filipe Soares, acrescentando que “o próprio Banco de Portugal está a falhar na publicitação dos dados que a lei prevê que publicite”.

Por isso, a Assembleia da República “deve cumprir a lei que aprovou e deve exigir que o Banco de Portugal cumpra a lei”, insistiu Pedro Filipe Soares, recordando que “quando os bancos viram que tinham buracos nas suas contas vieram pedir ao Estado, e o Estado agora exige transparência na assunção das responsabilidades”.

Na reunião dos líderes das várias bancadas, houve um consenso acerca do incumprimento da lei por parte do Banco de Portugal, pelo que o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, ficou incumbido de transmitir essa posição ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

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