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Périplo pelas escolas do Porto revela acentuada degradação dos equipamentos

A 9 de abril, o deputado bloquista Luís Monteiro deu início a um périplo pelas escolas do distrito do Porto. Este roteiro pelas instituições de ensino permitiu ao Bloco averiguar as condições indignas e inaceitáveis a que certas escolas estão expostas.
Escola Secundária de Vilela, Paredes.

Luís Monteiro, assim como outros dirigentes do partido, não só inspecionaram as condições físicas das instalações das escolas, como reuniram também com as respetivas direções para listar os problemas que a comunidade educativa aponta.

Desde infiltrações, a necessidade urgente de obras, a impossibilidade de pagar as contas da energia ou da água, foram inúmeras as queixas dos diretores.

A primeira instituição de ensino a ser visitada foi a Escola de Rebordosa, integrada no Agrupamento de Escolas de Vilela, em Paredes.

Há 33 anos que esta escola não é sujeita a quaisquer obras de manutenção ou requalificação. Daí evidenciar um conjunto de deficiências bem visíveis.


Escola de Rebordosa, integrada no Agrupamento de Escolas de Vilela, em Paredes.

Nesta escola, um dos problemas mais alarmantes é o teto da cantina, que apresenta fissuras de grandes dimensões por onde entra a água da chuva, colocando em perigo todos os que aí se encontram, já que a água invade os circuitos elétricos, em especial os relativos à iluminação.

Os alunos são obrigados a refugiar-se em zonas do refeitório onde a água não caia e no chão são colocados recipientes para a recolha da água que vai caindo.

No Concelho de Gondomar, a Escola Secundária de Valbom também apresenta problemas nas instalações. Além das infiltrações de água, que têm vindo a degradar a escola, ainda existe fibrocimento de amianto nas coberturas do edificado, que representa um risco para a saúde de quem trabalha e estuda nesta instituição.


Escola Secundária de Valbom.

É de salientar que, desde o ano letivo 2012-2013, o Agrupamento integra o Programa dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de terceira geração (TEIP3).

Esteve prevista a integração desta escola na 3.ª fase do programa de requalificação de escolas da Parque Escolar, que não veio a acontecer.

Além da falta de funcionários, esta escola é ainda vítima de constrangimentos orçamentais que roçam no extremo e aos quais o Ministério da Educação não responde. Entre eles, falta de dinheiro para pagar as faturas da água e do telefone. O diretor apontou ainda que, quase todos os meses, recebe ameaças de corte de energia. Para suprimir estas dificuldades, a escola tem conseguido angariar receitas próprias, mas sempre à custa da comunidade educativa e não da resposta do Estado.

Em Vila Nova de Gaia, o Bloco visitou a Escola Básica Adriano Correia de Oliveira, integrada no Agrupamento de Escolas Gaia Nascente.

Esta escola é mais um exemplo do estado de degradação em que muitas escolas se encontram. Conta a direção que, num dia particularmente intenso de chuva, a escola teve de ser evacuada na sequência de uma inundação de várias salas. As aulas só puderam ser retomadas dois dias depois do sucedido.

A direção da escola contou ainda à delegação do Bloco, durante a visita, que procedeu a um pedido de investigação devido a faturas de água muito elevadas. A conclusão aponta para fugas na rede de distribuição interna que carecem de reparação urgente, sob pena de enormes desperdícios de água e faturas abusivas.

No concelho da Maia, o Bloco visitou a Escola Básica do Castêlo da Maia, que integra o agrupamento de escolas com a mesma designação.


Escola Básica do Castêlo da Maia

Nesta escola, o Bloco averiguou dois grandes problemas. Um deles, como já foi apontado anteriormente, é questão das coberturas de fibrocimento de amianto dos telhados, que têm de ser substituídos com urgência, por constituírem um problema para a comunidade educativa e estudantil da instituição em causa.

O segundo problema diz respeito ao saneamento, que entope com grande regularidade, obrigando a direção do agrupamento a ter de suportar elevados custos com o seu desentupimento sem que possa resolver o que está na origem do problema, que carece de intervenção profunda.

Em Penafiel, Luís Monteiro e dirigentes do partido, em representação do Bloco, reuniram com a direção da Escola Básica Penafiel Sul, do Agrupamento de Escolas Joaquim de Araújo.

Esta é mais uma escola que se depara com problemas de infiltrações, que têm vindo a degradar todo o edifício, em particular o revestimento do soalho e as paredes. Nestas já são visíveis a olho nu várias fissuras e algumas de grande dimensão. Como consequência destas infiltrações, a instalação elétrica também está em risco.

Outros problemas passam por estores avariados e falta de louça sanitária em condições nas casas de banho.

Ainda em Penafiel, a Escola Secundária Joaquim de Araújo apresenta problemas semelhantes como infiltrações de água, que danificam as paredes e os soalhos. De notar que, fruto destas infiltrações, todos os pavilhões que fazem parte desta escola têm vindo a ficar deteriorados com as infiltrações.

Ainda no que toca aos pavilhões, é de assinalar a gravidade do estado dos pisos, que constituem um risco à segurança dos alunos de Educação Física.


Escola Secundária Joaquim de Araújo, Penafiel.

Também a instalação elétrica se encontra muito deficiente e, nalgumas zonas, perigosamente perto de áreas com humidades. São mesmo visíveis tomadas elétricas fora das respetivas caixas, com situações de improviso que, sendo compreensíveis tendo em conta a necessidade de funcionamento das atividades escolares, constituem um risco assinalável.

Ao todo, Luís Monteiro visitou 14 escolas do Porto. Visitou ainda o I3S (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde) e o ISMAI (Instituto Universitário da Maia).


Escola Secundária Infante D. Henrique, Porto

Deste roteiro pelas escolas do Distrito, o Bloco de Esquerda elaborou seis projetos de resolução, em que recomendou ao Governo que procedesse à requalificação urgente das escolas mais carenciadas.

No dia 30 de maio, foi aprovado um dos projetos do Bloco referente à Escola Secundária de Rebordosa, em que o Bloco recomendou ao Governo que acionasse os mecanismos ao seu dispor para uma intervenção de urgência à instituição de ensino em causa.


Escola Vallis Vongus, no concelho de Valongo.

De salientar ainda que, no início deste ano, o Bloco visitou a Escola Vallis Vongus, no concelho de Valongo. No 13 de abril foi aprovado um projeto de resolução para que o Governo precedesse a uma requalificação de fundo a esta escola, pela primeira vez em 36 anos.

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