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Pelo menos 140 migrantes morreram em naufrágio na costa do Senegal

Foi o maior naufrágio do ano, segundo a Organização Internacional para as Migrações. Esta agência da ONU insta os governos a “desmantelar as redes de tráfico e contrabando que se aproveitam da juventude desesperada".
Foto Unicef/Gilbertson VII.
Foto Unicef/Gilbertson VII.

A Organização Internacional para as Migrações, uma agência da ONU, informou esta quinta-feira que um barco que transportava cerca de 200 pessoas naufragou, tendo pelo menos 140 dos seus ocupantes morrido. A embarcação tinha partido da costa do Senegal e dirigia-se às Canárias. Ainda perto da zona costeira do noroeste do Senegal, um incêndio a bordo causou este naufrágio.

É o pior acidente deste tipo em 2020, segundo a OIM. Mas os naufrágios continuam a ser muito frequentes. A estrutura da ONU contabilizou, apenas a semana passada, mais cinco naufrágios: quatro no Mediterrâneo, um no Canal da Mancha. E diz que a rota entre o Senegal e as Canárias "aumentou significativamente nas últimas semanas", tendo havido 14 embarcações que tentaram a travessia, um quarto das quais "sofreu algum incidente ou naufrágio". Em parte devido à distância, pois as Canárias ficam a mais de uma centena de quilómetros do ponto mais próximo na costa de África, mas também às más condições dos barcos de madeira utilizados, que arriscam a travessia sobrelotados.

A OIM diz que nesta rota do Atlântico morreram pelo menos 414 pessoas em 2020. Até ao momento, 11 mil pessoas conseguiram alcançar as Canárias este ano. Muitas mais que as 2.557 que o fizeram o ano passado. Ainda assim menos do que o máximo que aconteceu em 2006, ano em que houve 32 mil pessoas a chegar ao arquipélago.

Do acidente na costa do Senegal apenas 59 passageiros foram salvos.

A agência da ONU manifesta-se “profundamente triste” com as mortes deste acidente. No mesmo comunicado, assinado pelo dirigente da instituição no Senegal, Bakary Doumbia, apela-se à “unidade entre governos, parceiros e a comunidade internacional para desmantelar as redes de tráfico e contrabando que se aproveitam da juventude desesperada".

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