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Pegadas de Dinossáurios da Serra d’Aire é o maior trilho de dinossauros herbívoros do mundo

O geólogo Galopim de Carvalho reúne apoios para que o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra d'Aire seja reconhecido como “algo muito grandioso”, com importância mundial.
Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios das Serras de Aires e Candeeiros - foto de Vitor Oliveira/flickr
Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios das Serras de Aires e Candeeiros - foto de Vitor Oliveira/flickr

Galopim de Carvalho afirma que o que tem sido feito no Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra d’Aire, que interseta a fronteira dos concelhos de Ourém e Torres Novas, “não lhe dá a importância que que merece” e avança com uma proposta, para a qual está a juntar apoios.

As Pegadas de Dinossáurios da Serra d’Aire é o maior trilho de dinossauros herbívoros do mundo. Foi descoberto na localidade do Bairro em 1994, recebeu a classificação como monumento natural em 1996 e ali foi criado um centro de interpretação em 1997. Mas, de então para cá, tem-se verificado “um quase deserto”, diz à Lusa Galopim de Carvalho, que pede “um investimento de milhões” num “projeto de valor internacional” que reconheça “a real importância científica, pedagógica e cultural deste património”.

A proposta inclui a criação de “um museu e centro de interpretação, auditório, espetáculos de luz e som, espetáculos em 3D com recurso a realidade virtual, exposições temporárias cobertas ou ao ar livre, painel do tempo, comboio ou túnel do tempo, parque infantil, recinto de merendas, cafetaria ou restaurante”, com “silhuetas gigantes [de dinossauros] e parque de estacionamento”, além da concretização total do jardim jurássico existente.

“Esteve quase abandonado nos últimos anos. Com a nova administração fizeram-se beneficiações importantes. Elogio quem lá trabalhou e quem lá trabalha, mas é preciso muito mais, pelo importante valor paleontológico do sítio”, sublinha Galopim de Carvalho, realçando que “tem valor e dimensão física e geográfica para fazer algo muito grandioso”.

O geólogo gizou um projeto que passa por dotar o monumento de condições para “divulgar amplamente a real importância” do sítio, capitalizando turisticamente a proximidade com Fátima.

“Há muito que tinha esta ideia. Quando há uns meses fui convidado para a inauguração do [renovado] centro de interpretação e do passadiço, senti que era a oportunidade - pelo que disseram os presidentes de Câmara - para lançar esta ideia e fazer algo de dimensão nunca pensada”, explicou.

Galopim de Carvalho recolhe apoios, “todos os dias a lista cresce”, e espera conseguir convencer as entidades que tutelam o monumento, “as Câmaras Municipais e o ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas]”, a fazer nascer “um projeto a ser pensado em grande, com projeção internacional, compatível com as características que o distinguem a nível mundial”.

E refere essas várias caraterísticas: “Desde logo o tamanho da jazida, é uma única laje, como se fosse o tampo de uma mesa onde estão mais de 400 pegadas - já isto é invulgar”.

Depois, “há 20 dessas pegadas organizadas em trilhos, em que seguimos o caminho do bicho”, sendo que "dois desses trilhos têm mais 140 metros. Isto não há em parte nenhuma [do mundo]”, garante.

Além disto, a rocha onde ficaram marcadas as pegadas “é 25 milhões de anos mais antiga do que se julgava ser a idade daqueles dinossauros”.

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