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Pedro Soares critica “falta de atitude política” do governo perante minas de urânio

Após o licenciamento da exploração de uma mina de urânio em Retortillo, a cerca de 40 quilómetros da fronteira portuguesa, sem consultar o Estado português, Pedro Soares critica a inércia do governo português numa situação de “dumping ambiental”.
Pedro Soares - Fotografia de Paulete Matos
Pedro Soares - Fotografia de Paulete Matos

No debate parlamentar de quarta-feira, dia 21 de fevereiro, Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda, criticou duramente a atitude do Estado espanhol face ao licenciamento da mina e a passividade do governo português perante uma decisão que trará “14 impactos severos”, incluindo “contaminação dos solos, da atmosfera, alteração das águas superficiais e profundas”.

O deputado afirma que “o passivo ambiental de urânio ainda não está resolvido”. Neste cenário, “Portugal volta a ser confrontado com os perigos do urânio e da radioatividade”, cujos efeitos são sentidos na saúde das populações.

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Pedro Soares informa ainda que foi em 2013 que Espanha “emitiu a declaração favorável ao projeto” e que “só em 2016 é que as autoridade portuguesas pediram a Espanha as primeiras informações”, criticando a "atitude política em relação à gravidade da situação", ou seja, a passividade do governo perante uma situação quecustará milhões ao erário publico em processos de descontaminação”. Nas informações dadas, foi dito que o projecto “é suscetível de ter efeitos ambientais”, mas, desde aí, “as autoridades espanholas foram evasivas e não informativas” e “não acionaram o protocolo de atuação entre os dois países, como lhes competia”.

O deputado diz que “a possibilidade de contaminação radioativa tem contornos devastadores”. Refere que a Berkeley, a empresa australiana a quem foi concedida a exploração da mina em 2014, quer “explorar o urânio junto à fronteira portuguesa durante dez anos, retirar lucros e abastecer a indústria do armamento e das centrais nucleares” e acusa as autoridades espanholas de “tudo fazerem para não assumirem os impactos no território português”. Nesta situação de “dumping ambiental”, “eles ficam com os lucros, nós com o impacto ambiental”.

Veja a declaração política do deputado:

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