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PCP visita Angola a convite do MPLA

Uma delegação do Partido Comunista Português, encabeçada por Pedro Guerreiro, membro do secretariado do comité central, inicia, na segunda-feira, uma visita de quatro dias a Luanda a convite do partido de José Eduardo dos Santos.
José Eduardo dos Santos, a sua esposa, Ana Paula dos Santos, e o vice-presidente angolano, Manuel Vicente. Foto de PAULO NOVAIS/LUSA.

Segundo adianta a agência Lusa, fonte do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder em Angola desde 1975, esclareceu tratar-se de uma visita de trabalho a "convite da direção" do MPLA.

A delegação do PCP, que integra ainda os dirigentes José Capucho, membro do secretariado do comité central, e Carlos Chaparro, irá visitar a província do Huambo, onde será recebida pelo primeiro-secretário do Comité Provincial do MPLA, e governador provincial, general Kundi Paihama.

Para quarta-feira, 15 de junho, está agendada uma audiência, na sede nacional do partido, com o vice-presidente do partido, Roberto de Almeida.

A 31 de março, o PCP, juntamente com o CDS e o PSD, chumbou, na Assembleia da República, dois votos de condenação pela punição de Luaty Beirão e dos restantes ativistas angolanos, apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Socialista.

O voto apresentado pelo Bloco apelava à libertação dos ativistas detidos; à condenação da punição dos ativistas angolanos; e a que, "nos termos previstos na legislação da República de Angola, a tramitação do processo obedeça aos princípios fundadores do Estado de Direito, incluindo o direito de oposição por meios pacíficos às autoridades constituídas".

Numa declaração de voto, o PCP advertiu que outras forças políticas "não poderão contar" com os comunistas "para operações de desestabilização de Angola".

A 8 de janeiro deste ano, o PCP já tinha chumbado, também acompanhado pela direita, o voto bloquista de condenação sobre a repressão em Angola. Na altura, o voto do Bloco sobre a repressão em Angola exigia a finalização do julgamento contra os ativistas angolanos e afirmava que "é preciso travar e dar por finalizado este arrastado processo que visa intimidar, deter e punir aqueles que criticam a governação de José Eduardo dos Santos, que tem tido interferência direta ao longo de todo o processo, dando ordens no sentido de prolongar indefinidamente as audiências".

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