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Paulo Macedo vai ao parlamento explicar aumento das comissões bancárias

O requerimento do Bloco para uma audição urgente do administrador da Caixa Geral de Depósitos foi aprovado por unanimidade.
Foto Paulo Cordeiro/Lusa

O presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos terá de explicar aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças as alterações dos preçários das comissões bancárias praticadas. Para a deputada bloquista Mariana Mortágua, que apresentou o requerimento para a audição urgente do administrador da Caixa, as alterações são “abusivas, em particular no que diz respeito ao aumento dos custos associados às contas dos jovens e reformados”.

“Cabe ao banco público adotar políticas inclusivas que garantam a todos os portugueses o acesso ao sistema financeiro e que não acompanhe as práticas de mercado, pelo que os sucessivos aumentos de comissões se afiguram preocupantes”, sublinha Mariana Mortágua.

Para além da subida dos preços das comissões, Paulo Macedo vai responder também às denúncias de pressões sobre os trabalhadores da CGD para aceitarem rescisões de contratos, ao contrário das promessas da administração de que sa saídas previstas no plano de restruturação da Caixa seriam voluntárias.

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A par da audição urgente de Paulo Macedo, a comissão aprovou outro requerimento apresentado por Mariana Mortágua para ouvir o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD. Em causa estão as ameaças de despedimentos, mas também a denúncia do acordo de empresa que entrou em vigor no início de 2016 e a intenção da administração liderada por Paulo Macedo de não proceder ao descongelamento de carreiras e salários dos trabalhadores da Caixa.

“As práticas recentes levadas a cabo por outros bancos em processos semelhantes - entre eles o Novo Banco, também sob alçada do governo - não são tranquilizadoras e justificam todo o escrutínio sobre este processo”, defende a deputada do Bloco.

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