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Partidos e sindicatos apoiam o desarmamento completo da ETA

Apenas o PP e a UPN ficaram de fora do manifesto apresentado pelos partidos e sindicatos bascos a favor do processo de desarmamento iniciado pela ETA e que pode ficar concluído este sábado.
Conferência de imprensa desta quarta-feira em Bilbau. Foto EH Bildu/Twitter

O manifesto de apoio ao desarmamento da ETA foi divulgado esta quarta-feira num hotel em Bilbau, com a presença de representantes dos partidos PNV, EH Bildu, PSE-EE, Podemos Euskadi, Geroa Bai, Podemos Navarra, Ezker Anitza, Izquierda-Ezkerra e Equo Euskadi e os sindicatos ELA, LAB, Comisiones Obreras, UGT, STEE EILAS, ESK, Etxalde Mugimendua e Hiru.

“O desarmamento é um passo imprescindível para a paz”, diz o manifesto que surgiu para credibilizar do ponto de vista politico e social o processo iniciado pela ETA e apoiado por uma comissão internacional formada por personalidades com experiência na resolução de conflitos armados semelhantes. Trata-se de um processo “irreversível, completo e unilateral e sem condicionamento político”, afirma o texto lido em euskera pela secretária-geral da LAB, Ainhoa Etxaide, e em castelhano pela secretária de Cidadania e Liberdades Públicas do PSE, Rafaela Romero.

“O cumprimento deste objetivo contribuiria decididamente a encerrar na sociedade e política basca uma etapa relacionada com o passado. E permitiria, recordando todas as vítimas, avançar de forma fundada para um novo tempo de presente e de futuro centrado na convivência”, prossegue o texto do manifesto subscrito pelos principais partidos e sindicatos bascos, à exceção do PP e da UPN.

Presente na sessão, o líder da EH Bildu e ex-preso político Arnaldo Otegi, afirmou que “hoje o país está aqui e o PP está, como sempre, fora da realidade”.

Os signatários lançam um apelo à organização armada independentista para “que realize num curto espaço de tempo um único ato de desarmamento unilateral, completo, definitivo e verificado”. E solicitam à comissão internacional de verificação “que continue a desenvolver os seus bons ofícios para culminar este objetivo”. Por fim, convidaram os governos espanhóis e francês para a conclusão do desarmamento da ETA.

Este apelo terá sequência no próximo sábado em Baiona, num ato público que pretende juntar também forças políticas e sindicais do outro lado da fronteira. O dia 8 de abril foi apontado como o momento do desarmamento completo da ETA por parte de um dos detidos na operação policial que tentou frustrar mais uma operação de inutilização de armas da ETA em dezembro. Tanto os verificadores como o próprio governo basco voltaram a apelar aos governos espanhol e francês que se tornassem interlocutores deste processo.

Esta quarta-feira, o secretário-geral para a Paz e Convivência do governo basco, Jonan Fernandéz, disse aos jornalistas não acreditar que o desarmamento se complete a 100% este sábado, dado que haverá um processo de confirmação e verificação posterior. Um dos eixos do Plano de Convivância e Direitos Humanos 2017/2020 agora apresentado pelo governo passa pelo apoio à verificação do desarmamento “legal, definitivo e sem contrapartidas como passo prévio à dissolução e desaparecimento” da ETA.

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